anucie aqui * 728x90-1
Banner Prefeitura Vila Velha INTERNET
Banner Prefeitura de Cariacica
Prefeitura de Cariacica -  B OBRAS PELA CIDADE

Bastidores do Caso Apex revelam divergência bilionária e reviravolta na Justiça

A crise financeira e societária em torno do Grupo Apex Partners ganhou uma nova dimensão com o aprofundamento das divergências entre acionistas, administradores e credores sobre o futuro

Por Redação em 23/10/2026 às 17:00:13
Marcelo Murad assumiu o comando da companhia
Comando, quóruns e desdobramentos na Justiça
A saída de Fernando Cinelli da liderança executiva também passou a integrar as controvérsias societárias. Fund

Marcelo Murad assumiu o comando da companhia Comando, quóruns e desdobramentos na Justiça A saída de Fernando Cinelli da liderança executiva também passou a integrar as controvérsias societárias. Fund

A crise financeira e societária em torno do Grupo Apex Partners ganhou uma nova dimensão com o aprofundamento das divergências entre acionistas, administradores e credores sobre o futuro da plataforma capixaba. Além da discussão sobre a capacidade de pagamento das obrigações, a disputa envolve a legitimidade de decisões societárias, a avaliação dos ativos, a condução da recuperação judicial e a possibilidade de um acordo negociado fora desse procedimento.

Informações obtidas por ES Hoje com exclusividade, apontam que uma das principais divergências está na própria dimensão do endividamento – no primeiro documento apresentado pela defesa, a soma das dívidas chegava a R$ 998,8 milhões; o grupo anunciou R$985,6 mi e o presidente destituído alega R$ 808 milhões.

Há questionamentos sobre os critérios utilizados para calcular o passivo e avaliar o patrimônio da companhia, o que pode influenciar tanto a necessidade de recuperação judicial quanto as condições de pagamento aos investidores.

Além diferença entre os valores apresentados no processo, outro ponto central da disputa são as estimativas de integrantes ligados à trajetória da companhia.

Apuração contábil: Os números, entretanto, ainda não constituem uma apuração contábil promovida pela própria empresa, conforme prometido quando a crise foi anunciada. A definição depende da análise dos contratos, das obrigações exigíveis, das garantias e dos ativos associados às operações. O valor da dívida do Grupo Apex Partners foi fixado pela Justiça em

R$ 921,2 milhões, conforme apontado em manifestação da administradora e perita judicial Laspro Consultores, que alega falta de documentos para um retrati fiel do cenário.

Avaliação de ativos: Também existem questionamentos sobre a avaliação de ativos financeiros e imobiliários. Uma das divergências envolve a tesouraria da companhia, cuja composição patrimonial é considerada relevante para determinar a capacidade de pagamento. A ausência de uma avaliação independente reconhecida pelas partes contribui para manter a controvérsia. Até março de 2026 – cinco meses antes de eclodir a crise financeira – a Apex Partners divulgou que administrava cerca de R$ 17,5 bilhões em ativos sob sua supervisão (incluindo fundos e assessoria de investimentos).

Redução das operações e perda de recursos sob custódia

Outro aspecto da crise envolve o enfraquecimento da estrutura operacional da plataforma de investimentos fundada em 2013 no Espírito Santo. Dados mencionados em manifestações relacionadas ao BTG Pactual apontam uma redução expressiva dos recursos sob custódia associados às atividades de assessoria de investimentos, de aproximadamente R$ 8,1 bilhões para R$ 720 milhões.

Os números precisam ser examinados considerando as datas, as empresas abrangidas e os critérios utilizados em cada levantamento. Recursos sob custódia não equivalem ao patrimônio próprio da Apex nem representam, necessariamente, perdas financeiras dos investidores, mas a redução é relevante para avaliar a continuidade das atividades e a capacidade de geração de receitas.

Origem da crise envolve pressão por liquidez

A deterioração financeira também está relacionada às necessidades de liquidez da companhia. Entre os episódios apontados como relevantes está um pedido de resgate de recursos associados ao Grupo Gazin, no contexto de operações com debêntures.Embora os títulos possuíssem vencimentos mais longos, as condições de resgate teriam produzido uma pressão financeira antes do prazo final das operações. Essa situação teria coincidido com negociações envolvendo a aquisição de escritórios de investimentos e uma possível ampliação da participação do BTG Pactual na estrutura societária da Apex.

O negócio com o Grupo Gazin – fundado em 1966 no Paraná, é uma das maiores empresas do Brasil, atuando no varejo, indústria, atacado, serviços financeiros e logística – foi um aporte do conglomerado paranaense de R$ 79 milhões em títulos estruturados pela Apex Partners, a serem pagos em 10 parcerlas no valor de R$ 7,9 milhões. O primeiro venceu em julho de 2026.

“A Gazin é um cliente muito grande que, apesar de ter um vencimento longo, tinha um prazo de resgate anterior ao vencimento. Ela quis resgatar de uma forma completa o valor dela e isso gerou um estresse de liquidez relevante, que deveria ser negociado”, revelou uma fonte da Apex à ES Hoje.

Comando, quóruns e desdobramentos na Justiça

A saída de Fernando Cinelli da liderança executiva também passou a integrar as controvérsias societárias. Fundador da Apex Partners, Cinelli deixou o comando em meio ao agravamento da crise, acompanhado por uma reorganização administrativa e pela formação de novas instâncias de governança (que chegaram a contar com nomes como Simone Chieppe, Thiago Pessotti e Marcelo Murad, embora com posteriores movimentações e renúncias).

Hoje Murad, com aval de sócios em assembleia, responde pela gestão e o escritório Stein e Associados, Advocacia e Consultoria Jurídica (comandado por José Carlos Stein Júnior, que vem a ser marido de Simone Chieppe) em substituição do escritório Finamore Simonoi Advogados.

O impacto das recentes decisões do TJES

A disputa ganhou contornos definitivos com as recentes decisões proferidas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que mandaram o Grupo Apex preservar dados e expor documentos de Fernando Cinelli e destravaram a Recuperação Judicial do Grupo Apex ao suspender o voto do acionista.

Em decisão estratégica para o andamento do processo, a Justiça equacionou o impasse sobre os quóruns estatutários. Com a definição jurídica, as quotas detidas por Fernando Cinelli foram desconsideradas do cómputo dos quóruns de deliberação para essa pauta específica, destravando a realização de assembleias e permitindo que o Grupo Apex avance na estruturação de seu plano de reestruturação e negociação com credores sem o veto direto do acionista afastado.

Para os investidores e o mercado atingidos pela crise, a questão central permanece a mesma: quais recursos estarão efetivamente disponíveis, em que prazo e sob quais condições será possível recuperar os valores aplicados. O andamento envolve muitos investidores e empresas capixabas. A plataforma com atuação de 13 anos no Espírito Santo reúne 178 registros no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) dividido em oito grupos.

Grupo BRM Apex (83 empresas): representa quase metade do grupo, incluindo a Apex Partners Gestão de Ativos S.A. e holdings de participação imobiliária e de investimento estruturado; Grupo ABMPAR / ABM (36 empresas); Grupo Apex / APX (17 empresas): compreende holdings regionais e de consultoria; Veículos de Venture Capital – VC (11 empresas) com aportes de startups de tecnologia e participações; Grupo Redoma (3 empresas); Grupo Carbyne (3 empresas); Media Business (2 empresas); e mais 23 CNPJs de empresas criadas como parceiras e associadas, como Fucape Pesquisa e Ensino S/A, Futura Pesquisa Ltda. e Futura Consultoria, DXA Safira S.A., AFS Alimentação S.A., CMSM Clínica Médica Saúde Melhor S/A e Trem Alimentos S.A.

Fonte: ES HOJE

Comunicar erro
anucie aqui * 728x90-2
Banner Prefeitura Cariacica  A CARIACICA TE CHAMA

Comentários

728x90-3
Banner vila vela refins