Foto: Acervo Pessoal
O que começou com pequenas mudanças na fala e nos movimentos dos olhos se transformou em uma busca por respostas para a família de Fredesson André Gonçalves, de 9 anos.
A criança, que era saudável, brincalhona e independente, passou a apresentar sintomas neurológicos progressivos em maio deste ano e, desde então, enfrenta limitações para andar, falar e engolir, além de episódios de dificuldade respiratória.
A mãe do menino, Polliana André, contou que os primeiros sinais pareciam discretos, mas a evolução do quadro mostrou que não se tratava de algo passageiro. Desde então, a família tem passado por internações, exames e diferentes tentativas de tratamento, sem conseguir chegar a um diagnóstico definitivo.
Ele passou de uma criança que andava, falava e fazia tudo normalmente para apresentar dificuldade para movimentar os olhos, alterações na fala, paralisia facial, dificuldade para engolir, perda de força nos braços e pernas e dificuldade para caminhar.
Polliana André, mãe de Fredesson
Sintomas avançaram ao longo dos meses
Além das alterações na fala e nos movimentos dos olhos, Fredesson passou a apresentar fraqueza nos quatro membros, perda do controle do tronco e comprometimento respiratório.
A criança também enfrenta dificuldades para realizar atividades básicas do dia a dia. Até mesmo beber água exige cuidados, devido ao risco de engasgos. Durante a investigação, Fredesson passou por aproximadamente 30 dias de internação em hospitais de Cachoeiro de Itapemirim e Vitória, além de outras internações e exames para tentar identificar a causa dos sintomas.
“É muito doloroso para nós, como família, ver uma criança tão ativa precisar de ajuda para coisas básicas”, desabafou a mãe.
Fredesson já realizou ressonâncias magnéticas, exames laboratoriais, investigações neurológicas, eletroneuromiografia e outros procedimentos específicos. Em diferentes momentos, os resultados apontaram para a possibilidade de um processo inflamatório ou encefalítico. Entre as hipóteses investigadas inicialmente estavam a encefalite autoimune e uma variante da síndrome de Guillain-Barré.
Fredesson recebeu tratamentos com corticoide, imunoglobulina e sessões de plasmaférese, mas, segundo a mãe, não apresentou a melhora esperada. Diante da evolução dos sintomas e da ausência de uma resposta definitiva, os médicos também passaram a investigar possíveis causas genéticas, metabólicas e mitocondriais.
Até o momento, a família não recebeu um diagnóstico fechado que explique o quadro clínico do menino.
Essa talvez seja uma das partes mais difíceis de toda essa história. Temos hipóteses médicas e já foram investigadas algumas doenças, mas ainda não temos um diagnóstico fechado que explique tudo o que está acontecendo com o Fredesson.
Polliana André, mãe de Fredesson
Transferência importante para a investigação
Na madrugada de quarta-feira (7), a família conseguiu uma transferência considerada importante para a continuidade da investigação: Fredesson foi encaminhado ao Hospital Santa Rita. A equipe da unidade já conhece o caso da criança, o que trouxe mais segurança aos familiares neste momento.
Agora, a prioridade é dar continuidade à investigação diagnóstica e ao tratamento, com acompanhamento médico especializado, principalmente nas áreas de pediatria e neuropediatria.
O menino também precisa de fisioterapia respiratória e motora, além de acompanhamento fonoaudiológico, especialmente por causa das dificuldades para engolir e dos episódios de engasgo.
Apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos meses, a família mantém a esperança de encontrar respostas e um tratamento adequado.
Polliana está divulgando a história do filho com o objetivo ampliar o alcance do caso e encontrar profissionais que possam contribuir com a investigação. A família espera que a história chegue a médicos e especialistas que possam avaliar o quadro sob novas perspectivas e ajudar a identificar a doença.
“Queremos encontrar médicos e especialistas que possam olhar para o caso do Fredesson com novos olhos e nos ajudar a descobrir o diagnóstico e o tratamento adequado”, explicou.
Ao longo da jornada, familiares também receberam ajuda financeira para custear exames, tratamentos, deslocamentos e outras despesas. Polliana agradeceu a todos que contribuíram e reforçou o pedido para que mais pessoas compartilhem a história do menino.
“Acima de tudo, queremos dar ao nosso filho a oportunidade de voltar a ter uma vida normal”, concluiu.
Quem quiser ajudar a família, pode realizar doações pela chave PIX: 20011851708 (Fredesson André Gonçalves).
Fonte: Folha Vitória