Centro de Excelência em Eletrofisiologia, inaugurado em 2025. Imagem: Divulgação/Instituto do Coração ES
As doenças cardiovasculares continuam entre os principais desafios de saúde pública mundial. No brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, são mais de 1100 mortes por dia, cerca de 46 por hora, 1 morte a cada 1,5 minutos (90 segundos).
Apesar da alta taxa de mortes, a maioria das doenças cardiovasculares podem ser prevenidas e, considerando o envelhecimento da população e o aumento de fatores de risco, se torna cada vez mais necessário a prevenção e acompanhamento contínuo.
Nesse cenário, profissionais como os que atuam no Instituto do Coração ES, passaram a atuar não apenas no tratamento de doenças já instaladas, mas também na identificação precoce de riscos e na orientação para que as pessoas envelheçam com mais autonomia e qualidade de vida.
Para Betina D. Reseck Walker, cardiologista do instituto, essa mudança também está relacionada ao maior acesso à informação e à busca por hábitos mais saudáveis.
Antes as pessoas procuravam a medicina para um atendimento já de um sintoma ou de uma doença que estava instalada. Hoje, com a tecnologia e a evolução da medicina, as pessoas têm mais consciência e procuram o atendimento como uma orientação para evitar essas doenças.
Betina D. Reseck Walker, cardiologista do Instituto do Coração ES
O Instituto, criado em 1970 como pioneiro no Estado, acompanha essa transformação do setor. Mais de cinco décadas depois, mantém a proposta de unir avanços tecnológicos, atendimento ético e cuidado individualizado em suas quatro unidades: Enseada do Suá, Hospital Santa Rita de Cássia, Shopping Vila Velha e Campo Grande.
Diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento
O check-up cardiológico é um dos principais aliados para a saúde do coração. Ele permite conhecer as condições e identificar alterações que podem exigir acompanhamento. A avaliação pode detectar desde doenças congênitas até fatores de risco, como colesterol elevado e alterações relacionadas à pressão arterial.
De acordo com a cardiologista, a formação de placas nas artérias pode começar muito antes da idade em que os sintomas aparecem.
“A placa que entope as artérias não começa só aos 50, 60 anos. Ela começa cedo e vai crescendo. Se tivermos essa identificação através do check-up, podemos iniciar um cuidado maior desde cedo.”
É por isso que a evolução da cardiologia também está relacionada ao desenvolvimento de exames, equipamentos e técnicas que ampliam a capacidade de diagnóstico e tratamento.
No Instituto do Coração ES, os investimentos em modernização do parque tecnológico incluem exames de ponta e o uso de inteligência artificial como apoio à avaliação dos pacientes. A tecnologia, segundo Betina, deve atuar em conjunto com a equipe médica, e não substituir a análise profissional.
A cardiologista ressalta que o cuidado envolve uma equipe formada por médicos, enfermeiros, técnicos, profissionais administrativos, pacientes e familiares.
A tecnologia traz para a gente uma informação precoce para podermos orientar o paciente e direcioná-lo da melhor forma possível. Junto à equipe médica, vai trazer todo esse serviço para que possamos transformar o cuidado em algo humano, muito próximo e individualizado.
Betina D. Reseck Walker, Instituto do Coração ES
Atendimento humanizado acompanha o paciente ao longo da vida
Mesmo com a incorporação de novas tecnologias, o Instituto mantém o atendimento humanizado como um dos pilares de sua atuação. A proposta é acompanhar o paciente não apenas no momento em que uma doença aparece, mas também durante as etapas de prevenção e controle dos fatores de risco.
Para Betina, a relação construída ao longo dos anos fortalece a confiança entre o profissional, o paciente e a família.
A médica conta que alguns pacientes são acompanhados por décadas e que o resultado mais significativo desse vínculo é observar a manutenção da autonomia e da qualidade de vida na velhice.
“É muito satisfatório vermos o nosso paciente, após um acompanhamento de 20 ou 30 anos, mantendo sua autonomia, seu cognitivo, sua mobilidade e sua interação familiar”, afirma Betina.
Longevidade saudável depende de acompanhamento contínuo
Para a cardiologista, viver mais só representa um avanço quando os anos adicionais são acompanhados de independência e participação social. “Hoje os pacientes chegam aos 70, 80 e 90 anos com independência, mobilidade, lucidez e capacidade de tomar suas decisões. Essa é a longevidade que buscamos”, afirma.
É para garantir essa longevidade saudável para os pacientes que, segundo Betina, o Instituto irá continuar acompanhando as inovações disponíveis na cardiologia mundial e incorporar aquelas que possam melhorar o cuidado.
O Instituto está sempre em movimento. Nós buscamos diariamente o melhor para o nosso paciente, seja um exame, um tratamento ou uma tecnologia que possa oferecer mais qualidade ao cuidado.
Betina D. Reseck Walker, Instituto do Coração ES
Fonte: Folha Vitória