O jornalista e apresentador Pedro Bial, de 68 anos, revelou em entrevista à revista GQ, da editora Globo, que convive com enfisema pulmonar.
Na entrevista, o apresentador afirma que, no passado, foi um fumante intenso e que o hábito gerou impactos negativos na saúde. “A minha vida é feita de arrependimento. Eu sou um arrependimento ambulante”, diz.
De acordo com Oliver Nascimento, pneumologista do Hospital Santa Catarina e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o enfisema pulmonar consiste na destruição dos alvéolos, que realizam uma etapa fundamental no processo de respiração.
É nessa região que acontecem as trocas gasosas, em que há a passagem do oxigênio para a corrente sanguínea e eliminação do gás carbônico.
Oliver Nascimento, pneumologista do Hospital Santa Catarina e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
A principal causa do quadro, segundo o médico, é o tabagismo.
Os principais sintomas incluem tosse, produção de catarro e falta de ar progressiva, que, em casos mais graves, pode causar limitações para a execução de tarefas do dia a dia, como tomar banho.
Para evitar o avanço do quadro, Nascimento destaca a importância do diagnóstico precoce. Ao notar os sintomas, o paciente deve procurar um especialista, que poderá solicitar tomografias e outros exames para uma avaliação mais detalhada.
O enfisema pulmonar não tem cura. Os danos causados aos alvéolos são irreversíveis. Apesar disso, o quadro pode ser controlado.
“O mais importante é a prevenção, que é simples: parar de fumar. Quanto mais cedo a pessoa parar, menos alterações ela terá nos pulmões”, destaca o pneumologista.
Também é indicado evitar a fumaça de terceiros, a poluição e produtos químicos. Alimentação saudável, boa hidratação, atividade física leve com orientação profissional, sono adequado e vacinação contra gripe e pneumonia também fazem parte do cuidado.
Quando as mudanças no estilo de vida não bastam, o médico pode indicar bombinhas inalatórias e, em caso de infecções bacterianas, antibióticos.
A fisioterapia respiratória, que fortalece a musculatura e ajuda a eliminar secreções, também faz parte do tratamento. Nos casos mais avançados, pode ser indicada a oxigenoterapia domiciliar.
Se o conjunto de medidas não funcionar, a cirurgia para melhorar o funcionamento do pulmão pode ser uma alternativa, e o transplante fica reservado aos casos mais graves.
Folha Vitória