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Aos 103 anos, Agostinho Ferreira da Silva recebeu uma série de homenagens nesta quarta-feira (23), em Guaçuí, no Caparaó capixaba. O ex-combatente integrou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) durante a Segunda Guerra Mundial e é reconhecido como o último veterano da corporação residente no Espírito Santo.
O Tiro de Guerra 01-013 realizou uma solenidade especial para lembrar a trajetória do veterano. Segundo o Censo Permanente da Força Expedicionária Brasileira, atualizado em 6 de setembro de 2026, apenas 19 veteranos da FEB permanecem vivos em todo o país.
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Agostinho integrou a 1ª Companhia do 1º Batalhão do 1º Regimento de Infantaria da FEB. Durante a Segunda Guerra Mundial, participou das operações do Exército Brasileiro na Itália.
Em 17 de abril de 1945, durante uma operação na região de Castel d’Aiano, Agostinho sofreu ferimentos provocados por estilhaços de granada. O episódio marcou sua passagem pelo conflito e está relacionado à concessão da Medalha de Guerra “Sangue do Brasil”.
Durante a cerimônia em Guaçuí, os participantes realizaram a substituição da medalha. Rodolfo Sperancin Della Valentina, representante da Força Expedicionária Brasileira no Espírito Santo, entregou a condecoração ao veterano ao lado do subtenente Jandovi da Silva Fernandes, chefe de Instrução do Tiro de Guerra 01-013.
Medalha “Soldado da Paz”
Agostinho também recebeu a Medalha “Soldado da Paz”. O coronel R1 Mauro Pavão Madureira, presidente da Associação dos Boinas Azuis do Espírito Santo, fez a entrega acompanhado pelo capitão veterano José Carlos de Matos Rodriguez e pelo subtenente Fernandes.
Autoridades civis e militares, representantes de associações de veteranos, familiares e convidados acompanharam a homenagem. Durante a cerimônia, o chefe de Instrução do Tiro de Guerra destacou a importância de preservar a história dos brasileiros que participaram da guerra.
“Senhor Agostinho, o senhor não é apenas uma testemunha da história. O senhor faz parte dela. Aos 103 anos, sua presença entre nós é um privilégio e também uma responsabilidade: a responsabilidade de não permitir que a história daqueles que lutaram pelo Brasil seja esquecida”, afirmou o subtenente Jandovi da Silva Fernandes.
O militar também destacou a relação construída por Agostinho com Guaçuí. “O senhor foi para a guerra em nome do Brasil e, ao longo da sua vida, fez de Guaçuí a sua casa. Hoje, esta cidade reconhece formalmente aquilo que já está no coração dos guaçuienses: o senhor é um dos nossos”, declarou.
Após a solenidade no Tiro de Guerra, Agostinho seguiu para a Câmara Municipal de Guaçuí. No plenário, recebeu o Título de Cidadão Guaçuiense, em reconhecimento à trajetória e à ligação que mantém com o município.
A homenagem também reforçou a preservação da memória da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial. Com o passar dos anos, diminuem os relatos presenciais dos militares que integraram a FEB e participaram da campanha da Itália.
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Fonte: Portal Aqui Noticias