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Saúde

Poluição do ar pode aumentar risco de glaucoma e catarata, alerta estudo; entenda a relação

A poluição do ar e a exposição prolongada a partículas finas representam um alerta crescente para a saúde dos olhos. Uma meta-análise apresentada no congresso da European Society of C


Médico: Partículas muito pequenas, como o PM2,5, conseguem penetrar os olhos O médico oftalmologista Bruno Valbon explica que o impacto decorre da vulnerabilidade natural dos olhos ao meio ambiente e

A poluição do ar e a exposição prolongada a partículas finas representam um alerta crescente para a saúde dos olhos. Uma meta-análise apresentada no congresso da European Society of Cataract and Refractive Surgeons (ESCRS), que reuniu 41 estudos observacionais e dados de milhões de pessoas, encontrou uma associação direta entre níveis elevados de poluentes no ar e a maior ocorrência de glaucoma e catarata.

Segundo o levantamento, pessoas residentes nas áreas mais poluídas apresentaram até 70% mais chances de desenvolver glaucoma em comparação às expostas aos menores índices de contaminação. Além disso, a cada incremento na exposição ao material particulado fino (PM2,5), o risco de glaucoma subiu 8%, enquanto o de catarata aumentou 4%.

Como a poluição afeta a visão

O médico oftalmologista Bruno Valbon explica que o impacto decorre da vulnerabilidade natural dos olhos ao meio ambiente e do tamanho microscópico dos poluentes.

“Os olhos estão constantemente em contato com o ambiente externo. Partículas muito pequenas, como o PM2,5, conseguem penetrar profundamente no organismo e podem contribuir para processos inflamatórios e de estresse oxidativo. Na região ocular, esses mecanismos podem favorecer danos às estruturas dos olhos ao longo do tempo”, esclarece o especialista.

O médico ressalta, contudo, que os dados demonstram uma associação estatística e não uma relação direta de causa e efeito. Fatores como idade, genética, histórico familiar e condições sistêmicas de saúde continuam desempenhando papéis centrais no diagnóstico.

Por se tratarem de condições que evoluem de forma silenciosa, consultas e exames periódicos continuam sendo a principal estratégia de diagnóstico precoce e preservação da saúde visual.

Glaucoma e catarata: entenda o impacto de cada condição

Glaucoma: Doença silenciosa caracterizada por danos progressivos ao nervo óptico, podendo levar à perda irreversível da visão. Como costuma ser assintomática nas fases iniciais, quando o paciente nota falhas no campo visual, o comprometimento do nervo já pode ser severo.

Catarata: Consiste na opacificação do cristalino (a lente natural do olho). Embora associada prioritariamente ao envelhecimento, o estresse oxidativo provocado por agentes ambientais pode interferir na saúde cristalina.

Cuidados em dias de baixa qualidade do ar

Em períodos de alta contaminação atmosférica, o especialista recomenda adotar medidas preventivas simples para proteger a superfície ocular:

Reduzir a exposição prolongada em ambientes abertos em dias de ar crítico;

Evitar coçar ou esfregar os olhos com frequência;

Manter a higienização constante das mãos;

Utilizar colírios e tratamentos apenas sob orientação médica prévia;

Manter a rotina de exames preventivos, principalmente para grupos de risco.

Sinais de alerta para procurar um oftalmologista

Sintomas oculares persitentes demandam avaliação médica imediata. Fique atento a:

Visão embaçada ou névoa constante;

Dificuldade progressiva para enxergar de perto ou de longe;

Perda periférica ou central do campo visual;

Percepção de halos brilhantes ao redor de luzes;

Qualquer alteração repentina na qualidade da visão.

ES HOJE

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