Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Cristiano Zanin votou a favor a questão de ordem proposta por Gilmar Mendes, que suspende o julgamento desta terça-feira (15) para analisar em conjunto os casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Anteriormente, o presidente e relator Edson Fachin votou contra o pedido de Gilmar e Flávio Dino, a favor. Placar está em 3 a 1 para julgar os processos juntos.
André Mendonça é o próximo a votar o pedido. Na sequência, votam Luiz Fux, Carmen Lúcia e Gilmar Mendes.
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realiza hoje (15) a sessão extraordinária para julgar a petição 16.662, que pede abertura de investigação da atuação do ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master.
O pedido para a investigação foi feito pelo ministro André Mendonça após a Polícia Federal encontrar no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e controlador do banco, mensagens enviadas ao ministro.
O embate deflagrou uma crise no STF. Diante da situação, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, assumiu a relatoria e também o inquérito das fake news, do qual Moraes era relator desde 2019.
O que mostram as mensagens entre Moraes e Vorcaro?
Em 1º de setembro, o jornal Estadão revelou que Mendonça pediu a produção de um relatório sobre as relações do banqueiro com um interlocutor, identificado como Alexandre de Moraes. Segundo o dossiê, em um intervalo de três semanas, Moraes teria trocado 51 mensagens com Vorcaro, que, no momento das conversas, já era investigado por fraudes financeiras.
Nos diálogos, Vorcaro pediu orientações a Moraes sobre as diligências contra o Master. Em uma das mensagens, o ex-dono do Master perguntou ao magistrado se deveria deixar o país.
O que diz Alexandre de Moraes sobre mensagens?
Nesta terça-feira (15), Moraes se manifestou pela primeira vez sobre o relatório. O ministro contestou ser o destinatário das mensagens e alegou que os diálogos são “fantasiosos” e “nunca existiram”.
O magistrado alega ser alvo de uma “farsa montada” com propósito “político-eleitoral” e de “vingança”. Além disso, o ministro afirma que Mendonça mandou investigá-lo sem autorização do plenário da Corte, como determina a lei do foro privilegiado.
*Com informações de Estadão
Fonte: Folha Vitória