Assista a entrevista completa aqui:
O vereador de Vitória Leo Monjardim, candidato ao Senado pelo Partido Novo, defende propostas polêmicas e de forte apelo conservador para a segurança e a educação em sua campanha.
Em entrevista à coluna De Olho no Poder, o parlamentar disse ser a favor da instalação de câmeras nas salas de aula, mas rejeitou taxativamente o uso do mesmo equipamento nas fardas dos policiais.
“Não é (colocar a câmera) no profissional, é na estrutura de trabalho”, justificou Monjardim, negando que o dispositivo traga proteção ao agente de segurança. “É uma proteção para os bandidos”, avaliou.
Guerra aos radares e críticas às emendas
Outra pauta prioritária do candidato é a retirada de todos os radares das rodovias. Para Monjardim, os equipamentos de fiscalização eletrônica não evitam acidentes.
“Os radares não resolvem. Não estou dizendo que não existe motorista imprudente, mas, se for fazer um levantamento estatístico, a maioria das mortes é causada por ultrapassagens”, declarou, sem apresentar dados ou alternativas técnicas para conter o excesso de velocidade.
A tese do candidato confronta pesquisas da área: um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por exemplo, aponta que a fiscalização eletrônica reduz em 30% os acidentes e em 60% as mortes em pontos críticos.
Monjardim também criticou duramente as emendas parlamentares: “A emenda é uma forma de institucionalizar a compra de voto, é uma vergonha”.
O Novo lançou a candidatura de Monjardim ao Senado, mas não fechou coligação na disputa pelo Governo do Estado.
O partido esteve próximo de marchar ao lado do ex-prefeito de Vitória e candidato ao governo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) – de quem Monjardim foi líder na Câmara de Vitória. Mas a parceria não fluiu.
O candidato atribuiu o fracasso da aliança ao presidente estadual do Republicanos, Erick Musso: “Se o presidente Erick Musso entendeu que não era importante ter o Novo ao seu lado, a gente respeita a decisão dele”.
Apesar do ruído, Monjardim garantiu que mantém o apoio pessoal ao ex-prefeito.
Durante a entrevista, o candidato ao Senado abordou ainda o fim da escala de trabalho 6×1, a equiparação da homofobia e transfobia ao crime de racismo, o PL da dosimetria, aborto e a gestão do governo estadual.
Já os candidatos sem representação parlamentar foram entrevistados por 20 minutos, numa entrevista gravada, pela coluna De Olho no Poder.
Fonte: Folha Vitória