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Creatina faz mal aos rins? O que você precisa saber antes de usar

Suplemento pode elevar a creatinina no sangue, mas isso não significa necessariamente redução da função renal

Por Redação em 02/09/2026 às 09:00:18
Imagem: Magnific

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A creatina se tornou um dos suplementos mais utilizados por quem pratica atividade física. Com sua popularização, uma dúvida também se tornou frequente no consultório: afinal, creatina pode prejudicar os rins?

Apesar dos nomes parecidos, creatina e creatinina não são a mesma coisa. A creatina participa da produção de energia, principalmente nos músculos. Já a creatinina é uma substância produzida pelo organismo e utilizada nos exames de sangue para estimar o funcionamento dos rins.

Essa diferença é importante porque o uso de creatina pode provocar uma pequena elevação da creatinina no sangue sem que isso represente necessariamente uma lesão renal. Estudos recentes mostram que, em pessoas saudáveis e nas doses habitualmente recomendadas, a suplementação não tem sido associada à piora da função dos rins.

Quando é preciso ter mais atenção?

Na prática clínica, isso significa que a creatinina não deve ser interpretada isoladamente. Massa muscular, alimentação, atividade física e o próprio uso de creatina podem interferir no resultado. Quando existe dúvida, outros exames, como a análise da urina, a pesquisa de albumina urinária e, em algumas situações, a dosagem da cistatina C, ajudam a avaliar melhor a função renal.

Isso não significa, porém, que a creatina deva ser utilizada sem critério. Pessoas com doença renal ou alterações prévias nos exames devem conversar com seu médico antes de iniciar a suplementação.

Nesses casos, a decisão precisa ser individualizada, já que as evidências sobre segurança são mais limitadas do que aquelas disponíveis para pessoas saudáveis. Além disso, ainda são necessários estudos que avaliem o uso da creatina por períodos mais prolongados.

Uma avaliação individual

A principal mensagem é que uma alteração da creatinina durante o uso do suplemento precisa ser interpretada dentro do contexto clínico.

Em pessoas saudáveis, as evidências disponíveis até o momento não demonstram prejuízo significativo da função renal com as doses habitualmente estudadas. Já para quem apresenta doença renal ou outros fatores de risco, a avaliação deve ser individualizada.

Assim, mais importante do que interpretar um número isolado é compreender o que ele representa em cada pessoa. Uma avaliação adequada permite distinguir uma alteração esperada do exame de uma verdadeira mudança na função dos rins.

Fonte: Folha Vitória

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