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Gravidez e destituição: o que se sabe sobre o caso da miss capixaba

Grávida de seis meses, a modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, de 19 anos, está internada em Vitória após apresentar complicações durante a gestação. Segundo a família, ela deve

Por Redação em 31/08/2026 às 17:00:43

Grávida de seis meses, a modelo capixaba Lara Marina Soares Tosta, de 19 anos, está internada em Vitória após apresentar complicações durante a gestação. Segundo a família, ela deverá permanecer no hospital, em observação e repouso, até o nascimento do bebê. A internação ocorre semanas depois de Lara perder o título de Miss Brasil Supranational 2026, decisão que gerou versões diferentes entre a modelo e a organização do concurso.

A informação sobre o estado de saúde foi divulgada pelo tio de Lara, Fabiano, em um áudio encaminhado pela assessoria da modelo. Segundo ele, os médicos recomendaram acompanhamento constante e a permanência da capixaba no hospital até o fim da gestação. “Ela vai precisar ficar em observação, tem que ficar em repouso, e vai ter que ficar no hospital até o final da gestação”, afirmou.

De acordo com o tio, Lara passou por uma ultrassonografia e deverá permanecer internada pelos próximos dois meses e pouco. Fabiano também relatou que a modelo viveu dias de tensão durante a repercussão do caso e ponderou que não sabe se a situação teve influência nas complicações. “Ela passou por momentos muito tensos nesses últimos dias, não sei se isso influenciou o que está acontecendo, mas ela está precisando desses cuidados”, disse.

A família agradeceu as mensagens de apoio e preocupação recebidas após a internação. A complicação que levou à hospitalização, porém, não foi detalhada.

Natural de Afonso Cláudio, Lara conquistou em fevereiro de 2026 o título de Miss Brasil Supranational, durante o concurso nacional realizado em Pernambuco. Em julho, viajou para a Polônia para representar o país no Miss Supranational e terminou a competição internacional em terceiro lugar.

Na volta ao Brasil, a modelo perdeu a faixa nacional. O Concurso Nacional de Beleza (CNB), responsável pela competição, informou que a decisão ocorreu por “descumprimento de obrigações contratuais consideradas incompatíveis com a manutenção do título”.

Lara apresentou outra versão. Segundo ela, a destituição aconteceu depois que revelou estar grávida.

Lara diz que não sabia da gravidez

A modelo afirma que não sabia da gestação quando viajou para a Polônia. Segundo o relato de Lara, não havia suspeita de gravidez durante o concurso internacional. Após retornar ao Brasil, ela percebeu mudanças no corpo e fez um teste de farmácia.

A gravidez foi posteriormente confirmada por exame de sangue e ultrassonografia. Lara contou que recebeu a descoberta com uma mistura de sentimentos, mas passou a enxergar a gestação como uma nova etapa. “Eu acredito que é uma dádiva, é uma bênção muito grande”, declarou.

O CNB, no entanto, apresentou uma versão diferente sobre quando a modelo teria descoberto a gravidez. Em nota, a organização afirmou ter tido acesso a uma ultrassonografia realizada em 22 de abril de 2026, que indicaria uma gestação de aproximadamente sete semanas.

Segundo o concurso, Lara embarcou para a Polônia em 13 de julho para representar o Brasil e, pelos registros médicos aos quais a organização teve acesso, a gravidez já existia antes da viagem e seria de conhecimento da modelo.

O CNB também afirmou que a gestação, isoladamente, não teria sido o único motivo para a destituição. A entidade citou outros possíveis descumprimentos contratuais, entre eles alterações em roupas previstas para a competição, problemas de comunicação com a coordenação e a falta de aviso antecipado sobre possíveis impedimentos para cumprir determinadas atividades.

A organização também mencionou um episódio envolvendo o traje típico durante o concurso. Segundo o CNB, Lara teria informado que estava com dengue e sintomas de prisão de ventre e, posteriormente, usado um maiô em vez do traje previsto, que contava com um biquíni, sem comunicar previamente a coordenação.

O concurso afirmou que a decisão foi tomada com base no contrato e no regulamento da competição.

Coordenação capixaba diz que não sabia do exame

A coordenação do Miss Espírito Santo também entrou na discussão. Charles Souza, responsável pelo concurso no Estado, afirmou que a equipe capixaba não tinha conhecimento do exame realizado em abril.

Segundo ele, a coordenação só soube da gravidez depois que Lara voltou da Polônia e fez novos exames no Espírito Santo.

Charles também questionou a retirada da faixa e afirmou, em entrevista à TV SIM SBT, que não encontrou no contrato uma cláusula que proibisse o início de uma gestação durante o reinado da miss. “Não encontramos, não identificamos uma cláusula no contrato que proibisse o início de uma gestação durante o reinado da miss”, afirmou.

A equipe também teria solicitado que Lara devolvesse a coroa e a faixa pelos Correios. Charles disse que ainda não sabe se haverá ressarcimento.

Com a saída da capixaba, o título de Miss Brasil Supranational 2026 passou para Camilly Ceccon, representante de Costa Verde e Mar, segunda colocada no concurso nacional.

Neste momento, Lara permanece internada em Vitória, em repouso e sob acompanhamento médico. A previsão informada pela família é que ela fique no hospital até o nascimento do bebê.

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