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Apex convoca investidores de projetos imobiliários para reuniões de esclarecimento

Uma dessas reuniões,confirmada pela reportagem, ocorrerá de forma online no dia 1º de setembro e contará com investidores do Showa Nature Living, em Vila Velha

Por Redação em 25/08/2026 às 21:00:43
O Showa Nature Living é um dos empreendimentos no portfólio da Apex e tem previsão de entrega em agosto deste ano. Crédito: Divulgação

O Showa Nature Living é um dos empreendimentos no portfólio da Apex e tem previsão de entrega em agosto deste ano. Crédito: Divulgação

A Apex começou a convocar investidores dos empreendimentos imobiliários sob sua gestão para reuniões de esclarecimento sobre a situação dos projetos. Nesse sentido, uma dessas reuniões, confirmada pela reportagem, ocorrerá de forma online no dia 1º de setembro e contará com investidores do Showa Nature Living, em Vila Velha.

A iniciativa surge em meio à pressão por mais transparência sobre os investimentos ligados ao grupo. Ou seja, a crise financeira da Apex levantou dúvidas sobre a separação dos recursos, o caixa disponível nas Sociedades de Propósito Específico (SPEs), o cumprimento dos cronogramas, bem como a eventual necessidade de novos aportes para concluir as obras.

No caso do Showa, o cronograma indica a entrega do empreendimento para agosto de 2026. O ciclo de construção, portanto, chegou à etapa final. Porém, a Apex e as empresas responsáveis pelo projeto ainda não divulgaram balanços atualizados que permitam verificar o caixa, as obrigações financeiras, bem como a posição de cada investidor.

Compradores e investidores: riscos diferentes

Os compradores de apartamentos não sofrem prejuízo automático por causa da crise da Apex. Na maior parte dos projetos, a empresa atua como investidora ou estruturadora. As incorporadoras e construtoras parceiras administram os recursos, executam as obras e respondem pelo cumprimento dos contratos de compra e venda.

Do mesmo modo, a decisão que concedeu proteção judicial temporária à Apex preservou os fundos de investimento, os patrimônios fiduciários ligados a certificados de recebíveis e as SPEs que possuem patrimônio de afetação (patrimônio separado). Ou seja, os credores gerais do grupo não podem usar esses recursos para cobrar as dívidas corporativas da companhia, conforme a decisão judicial já divulgada pelo Folha Vitória.

Contudo, a criação de uma SPE, por si só, não garante essa proteção. Do mesmo modo, cada empreendimento precisa comprovar a constituição do patrimônio de afetação (patrimônio separado), bem como a efetiva separação entre o caixa do projeto e os recursos das demais empresas. Nesse sentido, o juiz responsável pelo caso determinou que a Apex identifique quais SPEs contam formalmente com essa estrutura.

A Apex afirmou anteriormente que “todos os projetos imobiliários do seu portfólio permanecem com gestão financeira e operacional” sob responsabilidade das incorporadoras e construtoras parceiras. Do mesmo modo, a companhia declarou que as obras mantêm ritmo normal e que algumas já estão prontas. Ou seja, até agora, não surgiram informações públicas que indiquem paralisação provocada diretamente pela crise do grupo.

Reuniões terão de apresentar números

Porém, os investidores enfrentam uma situação diferente da vivida pelos compradores. Nesse sentido, o patrimônio separado pode impedir que as dívidas gerais da Apex atinjam o empreendimento, mas não garante o retorno do capital aplicado. Ou seja, a rentabilidade depende das vendas, dos custos da obra, do endividamento, do prazo de conclusão, bem como da eventual necessidade de novos recursos.

Por isso, as reuniões podem representar um primeiro passo na prestação de contas. Porém, os esclarecimentos precisarão vir acompanhados de documentos.

Fonte: Folha Vitoria

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