Foto: Reprodução/PCES
Alexandre José de Oliveira Paulo Mendes, preso no aeroporto de Vitória suspeito de aplicar ogolpe do “serviço de despachante”contra pessoas interessadas em obter acidadania portuguesa, cobrava de R$ 7 mil a R$ 10 mil de vítimas pelos falsos serviços.
As investigações contra ele tiveram início em março deste ano após a identificação de uma vítima. Segundo o delegado Diego Bermond, pelo menos 20 pessoas no Espírito Santo teriam caído no golpe.
Segundo o delegado, o suspeito se apresentava como presidente da Associação Capixaba de Portugueses e entrava em contato com as vítimas para oferecer os serviços. Alexandre pegava o dinheiro e documentação das pessoas, mas não dava continuidade ao trabalho.
Ele chegava a simular trocas de e-mails com o consulado português para iludir as vítimas, mas posteriormente cessava qualquer tipo de contato.
Então ele pegava o dinheiro, pegava a documentação e não dava prosseguimento a esse contato. Então se a pessoa está de boa-fé, o que ela faz? Ela permanece em contato, passa o número de protocolo para que a pessoa faça acompanhamento online ela própria. Só que ele não fazia isso
O suspeito foi indiciado por quatro crimes de estelionato no primeiro inquérito policial. A Polícia Civil, no entanto, afirma acreditar que o homem seja responsável por muitos outros crimes.
Em depoimento à polícia, o suspeito afirmou não cometer golpes e que toda a demora na entrega dos documentos fazia parte de trâmites legais.
O suspeito foi preso no Aeroporto de Vitória enquanto voltava para Portugal. O apartamento dele na capital paulista foi revistado.
*Com informações do repórter Caio Dias, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória