Foto: Reprodução/TV Vitória
A mãe da estudante de 12 anos acusada de agredir uma monitora apresentou sua versão sobre o caso em Aracruz. A confusão ocorreu na última quinta-feira (13), no bairro Mar Azul, após uma discussão sobre a fila do transporte escolar.
Em entrevista à TV Vitória, a mãe disse que a monitora Pollyane Pereira da Silva a empurrou depois que ela pediu que falasse baixo. A filha reagiu empurrando a profissional, conforme essa versão.
A mulher afirmou que puxou a filha após a monitora empurrar a estudante. Ela disse que a profissional deu tapas e chutes na direção da adolescente.
Monitora teria começado as agressões, segundo a mãe
De acordo com o relato da mãe, a monitora pegou um pedaço de madeira e tentou acertá-la. Ela afirmou que retirou o objeto das mãos da profissional e reagiu após ser atingida.
Ela veio com um tapa e chute para cima da minha filha. Aí eu me aproximei dela, ela pegou um toco de madeira e acertou em mim. Aí assim que ela acertou o toco em mim, eu peguei o toco e dei uma madeirada nela.
A mãe disse que interrompeu a ação quando viu sangue na monitora. Ela negou que tenha permanecido sobre a profissional até a chegada de outras pessoas.
Segundo a mulher, apenas ela e os filhos estavam próximos durante parte da confusão. Ela afirmou, porém, que há testemunhas que acompanharam o caso desde o início.
Ela falou que eu só saí de cima dela quando outras pessoas vieram, mas não foi nada disso que ocorreu. Depois que eu vi o sangue, eu parei. Não era minha intenção matá-la, que nem ela fala em outros vídeos.
Filha diz que foi empurrada por aluno antes da confusão começar
A discussão teria começado após um episódio na fila do ônibus escolar. A mãe afirmou que a filha relatou ter sido empurrada por um aluno.
A estudante disse que carregava várias sacolas quando o menino começou a empurrá-la. Segundo ela, a monitora viu a situação, mas não interveio.
A mãe afirmou que ligou para o pai do aluno na noite anterior à declaração. Segundo ela, o homem informou que o filho não tem nenhuma condição especial, o que diverge da versão apresentada pela monitora.
Ela falou que a criança é especial, mas eu liguei para o pai do menino e perguntei se o filho dele tinha alguma condição especial. Aí ele alegou que não tem.
Já a monitora conta uma versão diferente dos fatos. Segundo ela, a discussão começou após ela chamar a atenção da aluna, que teria agredido essa outra criança na fila. De acordo com a monitora, ela tentou informar à mãe da estudante o que havia ocorrido. A jovem teria saído do ônibus e passado a ofendê-la, além de empurrá-la.
A monitora afirmou que caiu no chão durante a confusão. Ela disse que a mãe da estudante pegou umpedaço de madeiraque estava na rua e desferiu golpes contra sua cabeça, mãos e braços.
“Quanto mais eu colocava a mão, mais paulada”, afirmou Pollyane, que apresentou machucados e inchaço nos braços.
A Polícia Militar foi acionada e levou as envolvidas para a delegacia. Pollyane foi socorrida e recebeu atendimento médico. A Polícia Civil informou que mãe e filha, levadas à Delegacia Regional de Aracruz, foram ouvidas e liberadas.
*Com informações da TV Vitória/Record.
Fonte: Folha Vitória