Uma operação reuniu 105 policiais para vistoriar dois presídios no Espírito Santo. A “Operação Mute”, contou com a presença do ministro de Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.
A operação vistoriou 102 celas nos dois presídios. Além do Espírito Santo, outras 22 unidades prisionais do Brasil passaram pela revista. O objetivo é impedir a entrada de celulares e outros itens ilegais nos presídios.
Um dos presídios vistoriados foi a Penitenciária de Segurança Máxima 2, no Complexo de Viana, onde estão 110 detentos, considerados os mais perigosos do Estado. Ali estão líderes de facções e presos com influência no crime organizado.
Durante a ação, foi utilizado um dispositivo capaz de identificar telefones celulares até sob o concreto.
Segundo o secretário de Segurança do Espírito Santo, Nelson Merçon, o aparelho é voltado para coibir a entrada de itens proibidos nas unidades.
“É um dispositivo voltado para inteligência prisional, para que a gente possa agir preventivamente para que celulares e itens ilícitos não entrem nas nossas unidades prisionais”, disse.
Até drone é usado em operação
Além do dispositivo, foi utilizado também um kit de varredura e um drone. O equipamento tem câmera com zoom de até 400 vezes, imagem térmica e iluminador infravermelho.
O secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, relatou que os drones são utilizados especificamente em operações em presídios.
“São drones com câmeras termais, com uma proximidade muito maior do que os drones convencionais, então todos os estados estão recebendo esses equipamentos”, afirmou.
De acordo com as autoridades presentes, nenhum celular foi encontrado no Estado durante as vistorias.
Mais de 2 mil celulares apreendidos no Brasil
Segundo o Ministério da Justiça, no entanto, mais de 2 mil aparelhos foram apreendidos no país entre maio a agosto deste ano.
Para o ministro Wellington César, operações como esta são fundamentais para coibir a entrada destes itens nos presídios e impedir a comunicação entre detentos e criminosos do lado de fora das penitenciárias.
O celular ainda é um dos itens mais apreendidos em presídios do país. De acordo com o Ministério da Justiça, mais de 2 mil celulares foram apreendidos de maio a agosto.
Nosso cenário nacional demonstra a necessidade de aprofundarmos essas estratégias, tanto através dos equipamentos eletrônicos, como esse drone que está aqui e deste modo combatendo o crime organizado
Wellington César Lima e Silva, ministro de Segurança Pública
*Com informações do repórter Lucas Pisa, da TV Vitória/Record
Folha Vitória