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Pazolini sobre PSD: “Acreditamos que teremos um final feliz”

Ex-prefeito, que foi confirmado na disputa ao governo, ainda não perdeu a esperança de fechar uma aliança com o partido. Ele ofereceu a vice

Por Redação em 05/08/2026 às 13:00:13
Convenção do Republicanos (foto: Diego Alves)

Convenção do Republicanos (foto: Diego Alves)

O ex-prefeito e agora candidato ao governo do Estado pelo Republicanos, Lorenzo Pazolini, ainda não perdeu as esperanças de atrair o PSD para sua chapa.

Durante a convenção que homologou seu nome e de outros candidatos do Republicanos, Pazolini disse que mantém diálogo constante com o PSD e fez questão de frisar que, embora as vagas de Senado já tenham sido preenchidas, o espaço de vice ainda está aberto para a indicação do partido.

Tem espaço na majoritária para vice, um espaço nobre, importantíssimo (…) Estamos conversando, é um diálogo muito maduro. Acreditamos que teremos sucesso, um final feliz”.

Lorenza Pazolini (Republicanos), candidato ao governo do ES

Pazolini disse, em coletiva de imprensa, que mesmo após a decisão do PSD de negociar com outros candidatos ao governo, o diálogo com a sigla não parou. “A conversa sempre existiu, desde lá de trás, há mais de um ano, e nunca parou. Conversamos diariamente”.

Ainda que o prazo das convenções se encerre hoje, Pazolini lembrou que o registro na Justiça Eleitoral segue até o próximo dia 15, ou seja, ainda há tempo para as negociações.

Ao ser perguntado sobre os nomes hoje cotados pelo PSD para a vaga de vice, Pazolini rasgou elogios.

Sobre a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos (PSD), disse ser um “excelente nome, fez um trabalho social com a mulher no agro, é médica e também ajuda a cuidar do Noroeste do Estado”.

Sobre o ex-prefeito Guerino Zanon (PSD), também avaliou como um “excelente nome”. “Tem uma história extraordinária, cinco mandatos, transformou Linhares nessa potência no Norte do Espírito Santo”, afirmou.

Guerino, inclusive, marcou presença na convenção do Republicanos.

O ex-prefeito de Linhares é um entusiasta da candidatura de Pazolini ao governo e demonstrou isso na convenção do Republicanos. Durante todo o evento, ele permaneceu no palco, trocando abraços e cumprimentos com os candidatos.

Ao ser questionado pela coluna De Olho no Poder sobre a situação do PSD, disse que iria trabalhar para que o partido fechasse com Pazolini.

Nós vamos gastar quantos minutos forem necessários para fazer um convencimento interno do partido para apoiar Pazolini. Eu quero acreditar que isso pode acontecer até a convenção”.

Guerino Zanon, ex-prefeito de Linhares

Ontem, o presidente do PSD capixaba, o prefeito Renzo Vasconcelos, a primeira-dama Lívia e o deputado estadual Sergio Meneguelli (PSD) se reuniram com o governador Ricardo Ferraço (MDB), a portas fechadas, na Residência Oficial da Praia da Costa (Resof).

O teor da conversa não foi revelado, mas ao ser questionado pela coluna sobre a reunião, o governador disse que “não teve novidades”.

Segundo Guerino, uma eventual coligação entre o PSD e o governador foi descartada: “Já foi descartado aquilo que queríamos que fosse descartado, que é estar com o Palácio”.

De três para dois caminhos

A convenção do PSD, marcada para as 18h desta quarta-feira (5), em Vitória, promete selar uma decisão que, ao que tudo indica, ficou mais restrita.

Se prevalecer a informação dada por Guerino Zanon de que a aliança com o governador Ricardo Ferraço foi descartada, o partido terá apenas dois caminhos para escolher – quando, até recentemente, trabalhava com três possibilidades.

Um deles é coligar com a chapa de Pazolini, com a possibilidade de indicar um nome para vice – como o ex-prefeito mesmo sugeriu. Porém, se optar por esse caminho terá de abrir mão da candidatura ao Senado.

Ontem, além de lançar Pazolini, o Republicanos também confirmou a candidatura ao Senado do deputado Evair de Melo (Republicanos) que, segundo Pazolini, é irreversível.

Para a segunda vaga ao Senado, o grupo vai apoiar Maguinha Malta (PL) – que, inclusive, mandou um vídeo de apoio direto de Israel, onde está com o pai, o senador Magno Malta (PL).

Isso significa que não há espaço, na coligação, para Sergio Meneguelli ser candidato ao Senado.

Outro caminho é o partido não coligar com nenhum candidato ao governo e lançar candidatura ao Senado própria – além das chapas parlamentares. O PSD chegou a cogitar lançar candidatura ao Palácio Anchieta, com o nome do ex-governador Paulo Hartung, mas ele anunciou que não seria candidato.

Nesse caso, teria uma candidatura majoritária – a de Meneguelli ao Senado – podendo atrair outros partidos para uma coligação. Algumas legendas lançaram suas chapas estadual e federal, mas deixaram em aberto o apoio às candidaturas majoritárias.

Essa estratégia não é nova na política capixaba. Em 2022, o atual presidente do Republicanos, Erick Musso, foi candidato ao Senado numa coligação com o União Brasil, sem apoio a nenhuma candidatura ao governo.

Meneguelli defende esse caminho, primeiro pra salvar a própria candidatura e também por acreditar que não apoiando nenhum candidato ao governo agora, fica mais fácil para o PSD sentar e negociar depois, numa eventual composição do governo eleito.

Seja qual for o caminho escolhido, o PSD chega à reta final das convenções em uma posição bem diferente daquela que ocupava há poucas semanas.

Antes tratado como uma das peças mais cobiçadas do tabuleiro eleitoral, o partido agora corre contra o relógio, com menos alternativas sobre a mesa e pouco espaço para novos movimentos.

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Fonte: Folha Vitória

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