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Queda de cabelo tem cura? Conheça os tipos de alopecia e quando procurar ajuda

Queda de cabelo pode estar relacionada à genética, doenças, estresse e alterações hormonais

Por Redação em 01/08/2026 às 13:00:10
Imagem de user18526052 no Magnific

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Perder o cabelo assusta. E faz sentido que assuste: o cabelo carrega identidade, autoestima e, muitas vezes, é o primeiro sinal visível de que algo no organismo não está bem. Mas antes de entrar em pânico ao ver fios no ralo do chuveiro, é preciso entender o que está acontecendo. Nem toda queda de cabelo é igual, e o primeiro passo para tratar é saber com o que estamos lidando.

A alopecia, termo médico para a queda ou ausência de cabelo, ganhou visibilidade nos últimos anos. As redes sociais tiveram papel importante nisso: famosos e influenciadores que passaram a compartilhar publicamente suas experiências com a condição ajudaram a tirar o assunto do silêncio e a dar nome ao que muita gente já vivia sem saber identificar.

Esse movimento é positivo, porque quanto mais pessoas reconhecem os sinais, mais cedo buscam ajuda. Mas a visibilidade não substitui o diagnóstico, e o diagnóstico correto faz toda a diferença no resultado do tratamento.

A alopecia não é uma única doença. É um grupo de condições com causas, mecanismos e tratamentos diferentes. E ao contrário do que muita gente pensa, ela não afeta só homens ou só pessoas mais velhas. Pode começar aos 25 anos, ser desencadeada por uma virose, por estresse intenso, por uma cirurgia ou até por um emagrecimento rápido demais.

Alopécia androgenética:

A alopecia androgenética é a mais conhecida, que afeta homens e mulheres, aquela com componente genético, que nos homens costuma se manifestar já por volta dos 25 a 30 anos, com o afinamento progressivo do cabelo e as famosas entradas.

Na maioria das mulheres aparece de forma diferente, não como uma calvície localizada, mas como um afinamento gradual dos fios e redução do volume, especialmente na região central do couro cabeludo.

Alopécia imunológica:

Já a alopecia areata – que recentemente foi relatada pela influenciadora Virgínia – é de origem imunológica. Esse tipo pode afetar homens e mulheres, em qualquer idade. O próprio sistema imunológico ataca os folículos capilares, causando aquelas falhas circulares características, as “clareiras”, que podem aparecer no couro cabeludo, na barba ou nas sobrancelhas.

Em casos mais graves, pode evoluir para a alopecia universal, onde há perda completa de pelos em todo o corpo, incluindo cílios e sobrancelhas. É uma condição que afeta profundamente a autoestima e a saúde mental de quem convive com ela.

Alopécia senescente:

Existe ainda a alopecia relacionada ao envelhecimento, que acomete a todos nós em algum grau. É a perda natural de cabelo que surge com o passar dos anos. Com a redução natural dos hormônios ao longo dos anos, os folículos vão afinando, o espaçamento entre eles aumenta e o volume capilar diminui progressivamente. Não necessariamente evolui para calvície, mas é uma mudança real e esperada.

O que pode desencadear a queda

Além dos fatores genéticos e imunológicos, existem gatilhos que podem acelerar ou provocar a queda de cabelo. Deficiências de vitamina D, vitamina B e zinco estão entre os mais comuns. Doenças da tireoide, anemia, infecções virais como Covid-19 e dengue, momentos de estresse intenso e procedimentos cirúrgicos também entram nessa lista.

Um detalhe importante a se observar é que a queda costuma acontecer dois a três meses após o evento desencadeador. Por isso, muita gente não consegue relacionar os fios que estão caindo agora com a gripe forte que teve no início do ano. Essa janela de tempo é fundamental para o diagnóstico correto.

Quando procurar um dermatologista

No primeiro sinal de dúvida, procure um médico dermatologista. Não espere a queda se agravar. O médico dispõe de ferramentas específicas, como a tricoscopia, um exame do couro cabeludo com aumento, que permite identificar os sinais precoces de cada tipo de alopecia e direcionar o tratamento com precisão.

Suplementos genéricos vendidos em farmácias raramente resolvem o problema. O que trata é o diagnóstico correto seguido do protocolo adequado.

Uma dica prática enquanto você ainda não chegou ao consultório: na hora de lavar o cabelo, fotografe a quantidade de fios perdidos. Esse registro simples ajuda o dermatologista a avaliar a evolução do quadro.

Tratamentos disponíveis hoje

Os recursos evoluíram muito. No consultório, o laser Fotona realiza uma biomodulação do couro cabeludo, estimulando a regeneração do bulbo capilar. A fotobioestimulação com LED promove a renovação dos vasos sanguíneos que nutrem os folículos. Medicamentos podem ser entregues diretamente no couro cabeludo por meio de eletroporação, microagulhamento ou mesoterapia, procedimentos sem dor e com respaldo científico crescente.

Para os casos de alopecia areata, existem hoje medicamentos inibidores da JAK e tratamentos biológicos que podem reverter a resposta imunológica e permitir o crescimento do cabelo novamente. São tratamentos de longo prazo, que exigem acompanhamento, mas que transformam a vida de quem passa por essa condição. Alopecia tem tratamento. Quanto antes começar, melhores são os resultados.

A alopécia pode ter diversas causas e tem tratamento, o quanto antes começar e buscar o médico dermatologista, melhores são os resultados.

Fonte: Folha Vitória

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