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Setor produtivo orienta: ES em Ação faz manifesto por compromisso eleitoral no ES

Documento "O Futuro do ES Exige Compromisso" aponta que há sete pilares no centro do debate eleitoral de 2026. Para o setor produtivo o próximo governo terá que preservar conquistas, cor

Por Redação em 27/07/2026 às 21:00:55
Orientações: setor produtivo acredita que políticas importantes devem ser independentes de governos. Crédito: Thiago Soares

Orientações: setor produtivo acredita que políticas importantes devem ser independentes de governos. Crédito: Thiago Soares

O movimento empresarial Espírito Santo em Ação divulgou o manifesto “O Futuro do Espírito Santo Exige Compromisso“. No documento, há sete pilares no centro do debate eleitoral de 2026. A iniciativa do setor produtivo capixaba parte de uma premissa correta: o próximo governo não receberá um Estado para reconstruir. Por outro lado, terá uma estrutura institucional que precisa preservar conquistas, corrigir falhas e sustentar um ciclo de desenvolvimento construído ao longo de diferentes administrações.

O Espírito Santo alcançou uma posição diferenciada no cenário nacional. Isso porque transformou planejamento, equilíbrio fiscal, bem como diálogo institucional em políticas de Estado, e não em marcas exclusivas de um governo.

Depois da grave crise institucional dos anos 1990, a recuperação iniciada em 2002 atravessou sucessivas gestões. Do mesmo modo ampliou a capacidade de investimento público, assim como consolidou uma cultura de planejamento. Ou seja, passamos pelo ES 2025, pelo ES 2030 e chegamos ao Plano ES 500 Anos.

Estabilidade melhora a economia

Essa continuidade tem valor econômico concreto. Um ambiente institucional estável reduz incertezas, melhora a percepção de risco e permite que empresas planejem investimentos de longo prazo. Também facilita concessões, obras de infraestrutura, projetos industriais e decisões de expansão. Porque elas exigem previsibilidade tributária, segurança jurídica bem como capacidade de coordenação entre o poder público e o setor produtivo.

Porém, estabilidade não significa imobilidade. Políticas de Estado precisam sobreviver às eleições. Do mesmo modo devem aceitar ajustes, metas mais ambiciosas e mecanismos de cobrança. O diferencial capixaba não está apenas em manter programas anteriores. Está na capacidade de aperfeiçoá-los sem destruir o que funciona a cada mudança de governo.

Os quatro primeiros pilares do manifesto concentram parte relevante dessa agenda: planejamento de longo prazo; educação, qualificação e inclusão produtiva; competitividade, infraestrutura e segurança para os negócios; além de inovação, sustentabilidade, desenvolvimento regional e turismo.

Em conjunto, eles atacam os principais fatores que definem a produtividade de uma economia. São eles capital humano, logística, tecnologia, ambiente empresarial e capacidade de distribuir oportunidades pelo território.

Os outros três pilares completam essa estrutura. Governança, transparência e segurança institucional sustentam a confiança necessária para decisões públicas e privadas. Segurança pública protege pessoas, patrimônio e atividades econômicas. Saúde integral e qualidade de vida, por sua vez, influenciam produtividade, atração de profissionais, permanência de famílias e competitividade das cidades.

O manifesto acerta ao tratar essas áreas sociais como parte da estratégia de desenvolvimento, e não como agendas separadas da economia.

Compromisso precisa sair do papel

O contraponto está no caráter amplo das propostas. É relativamente fácil obter concordância eleitoral em torno de educação, infraestrutura, saúde, inovação e transparência. O desafio começa quando essas ideias precisam virar prioridades orçamentárias, prazos, indicadores e responsabilidades.

Sem metas públicas e mecanismos de acompanhamento, o documento corre o risco de se limitar a uma carta de boas intenções.

O grau de certeza tem dois lados. O Espírito Santo já demonstrou que consegue construir políticas suprapartidárias e manter planejamento entre governos. Porém, o cenário futuro não está contratado.

A efetividade do manifesto poderá ser medida pela adesão concreta dos candidatos e pela incorporação dos sete pilares aos programas de governo. E, do mesmo modo, depois das eleições, pela evolução de indicadores de educação, infraestrutura, inovação, segurança, saúde e desenvolvimento regional.

Preservar a estabilidade será o ponto de partida. Transformá-la em novos ganhos de produtividade e qualidade de vida será o verdadeiro compromisso de 2026.

Fonte: Folha Vitoria

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