*Artigo escrito por Karina Zucolotto, contadora, empresária contábil, sócia da MZM Contabilidade, conselheira do CRCES e coordenadora-adjunta da CRC Mulher ES
Durante muito tempo, a internacionalização foi vista como uma estratégia restrita às grandes corporações. Hoje, essa realidade mudou. Empresas capixabas de diferentes portes passaram a enxergar o mercado externo como uma oportunidade para ampliar mercados, diversificar receitas e reduzir a dependência da economia doméstica.
Os números confirmam essa tendência. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Espírito Santo movimentou US$ 24,62 bilhões em comércio exterior em 2024, alta de 27,3% em relação ao ano anterior.
No mesmo período, as exportações capixabas somaram US$ 10,73 bilhões, reforçando o protagonismo do Estado no comércio internacional.
Esse desempenho está diretamente relacionado às características do Espírito Santo, que reúne localização estratégica, infraestrutura portuária consolidada e tradição logística.
Além disso, setores como agronegócio, indústria e serviços têm buscado ampliar sua presença em mercados internacionais, impulsionados pela possibilidade de conquistar novos consumidores e aumentar sua competitividade.
Entre os principais destinos para a expansão empresarial, os Estados Unidos continuam sendo um dos mercados mais atrativos.
Além do grande potencial de consumo, o país oferece um ambiente de negócios consolidado e oportunidades para empresas que desejam atuar de forma global.
No entanto, internacionalizar um negócio exige planejamento. A abertura de operações no exterior envolve aspectos societários, tributários, cambiais e regulatórios que variam conforme o país de destino.
Questões como prevenção à bitributação, cumprimento das normas locais e estruturação adequada da operação são fatores determinantes para a segurança e a sustentabilidade do investimento.
Mais do que ampliar mercados, a internacionalização representa uma estratégia de fortalecimento empresarial.
Em um cenário econômico cada vez mais conectado, empresas que se preparam para atuar globalmente tendem a aumentar sua capacidade de adaptação, inovação e geração de valor.
O Espírito Santo reúne condições favoráveis para acompanhar esse movimento.
Com vocação logística, tradição exportadora e um ambiente empresarial cada vez mais voltado à competitividade, o Estado tem potencial para ampliar sua participação no comércio internacional e fortalecer o desenvolvimento econômico nos próximos anos.
Folha Vitoria