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“Temos que falar a mesma língua”, diz Magno Malta sobre apoio a Pazolini

PL e Republicanos iniciaram, formalmente, as negociações para uma aliança nacional e no Estado – mas com condições O PL e o Republicanos iniciaram, formalmente, as negociações para

Por Redação em 09/07/2026 às 22:15:00
Magno e a filha Maguinha.

Magno e a filha Maguinha.

PL e Republicanos iniciaram, formalmente, as negociações para uma aliança nacional e no Estado – mas com condições

O PL e o Republicanos iniciaram, formalmente, as negociações para uma aliança visando as eleições de outubro.

Numa reunião, na quarta-feira (08), que contou com os presidentes nacionais e estaduais dos dois partidos, as conversas avançaram e apontaram para as condições necessárias para que as duas legendas formem uma dobradinha.

No plano nacional, tudo caminha para que o Republicanos feche apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Antes da oficialização, no entanto, o partido terá de equacionar impasses em cinco estados – entre eles, o Espírito Santo.

O Republicanos quer a reciprocidade, ou seja, que em troca do apoio nacional a Flávio, o PL não lance candidatura própria, mas apoie o ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo do Estado.

Mas essa é apenas uma das frentes da negociação. A mesa também abriga outros pontos.

Em coletiva de imprensa ontem, após a reunião, o senador Magno Malta, que preside o PL capixaba, afirmou que as conversas com o Republicanos avançaram para uma possível coligação, mas que é preciso alinhar o discurso.

“Avançaram as conversas, as pautas andaram. Nós precisamos alinhar o discurso. Nosso discurso inclui nossos irmãos presos no dia 8, anistia, presidente Bolsonaro, os crimes de ditadura impostos pelo STF ao povo brasileiro. Eu vou para rua com esse discurso”.

Questionado se o Republicanos teria que adotar o mesmo discurso, Magno sinalizou que sim, citando principalmente o Estado: “Estou falando da minha paróquia, acho que temos que falar a mesma língua, senão não tem como coligar”, cravou o senador.

Em outras palavras, a resolução do impasse dependeria do Republicanos – leia-se, Pazolini – assumir uma postura pública de apoio às pautas que são caras ao bolsonarismo, além de apoiar publicamente Flávio à Presidência.

Em 2024, quando concorreu à reeleição de prefeito, Pazolini evitou nacionalizar a campanha – o que lhe rende algumas cobranças e críticas, até hoje, de grupos de direita e extrema-direita.

De lá pra cá, o ex-prefeito chegou a ver algumas sinalizações, porém tímidas, sobre as pautas demandadas pelo senador e, até o momento, não falou publicamente sobre a disputa presidencial.

O senador Magno Malta tem uma meta na eleição do Espírito Santo: eleger a filha Maguinha Malta ao Senado. Embora não tenha citado esse ponto na coletiva, a eleição da filha é prioridade para o presidente do PL capixaba.

Isso colocado, seria quase que improvável imaginar que as negociações para o fechamento de uma aliança não passem por esse ponto: a garantia de espaço para que Maguinha dispute a vaga majoritária. E não só o espaço, mas ter também condições para que ela faça uma campanha competitiva.

Acontece que, no grupo de Pazolini, outros nomes também desejam o mesmo espaço. O deputado federal Evair de Melo (Republicanos), o ex-deputado Carlos Manato (Republicanos) e o deputado estadual Sergio Meneguelli (PSD) já se apresentaram para a disputa, além do ex-governador Paulo Hartung (PSD), que é cotado

Duas vagas estão em jogo e, pela lógica, a coligação poderia lançar dois nomes para concorrer. Entretanto, todo o mercado político sabe que, numa disputa tão acirrada como projeta ser a de Senado, ter dois nomes com mesmo peso e no mesmo grupo é arriscado. E pode fazer com que os votos sejam diluídos.

Se chegarem a essa conclusão, a solução para o grupo seria a de adotar apenas um nome, para apoiar com força total, como o nome único da direita. Uma saída que favoreceria a eleição de Maguinha.

Porém, se essa for uma das condições do PL para apoiar Pazolini, o impasse interno aumenta. O PSD, que caminha há mais tempo com Pazolini, abriria mão de ter um candidato ao Senado para apoiar Maguinha? E os demais pré-candidatos, a apoiariam?

O post “Temos que falar a mesma língua”, diz Magno Malta sobre apoio a Pazolini apareceu primeiro em PORTAL JORNAL DO NORTE.

Fonte: Portal Jornal do Norte

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