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Asma: quando respirar deixa de ser automático

Para milhões de pessoas que convivem com a asma, respirar pode se transformar em um desafio que afeta a qualidade de vida

Por Redação em 22/06/2026 às 05:00:14
Foto: Canva

Foto: Canva

*Artigo escrito por Jetele Piana, médica de família da Bluzz Saúde

Respirar é um ato tão natural que raramente pensamos nele. Fazemos isso milhares de vezes por dia sem perceber. Mas, para milhões de pessoas que convivem com a asma, respirar pode deixar de ser algo automático e se transformar em um desafio que afeta a rotina, o sono, o trabalho, os estudos e a qualidade de vida.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias respiratórias que provoca sintomas como falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto no tórax. Embora muitas vezes seja lembrada apenas durante as crises, a doença está presente no dia a dia dos pacientes e exige atenção contínua.

Um dos principais equívocos em relação à asma é acreditar que o tratamento só é necessário quando os sintomas aparecem. Na realidade, o controle da doença depende justamente do acompanhamento regular e da prevenção das crises.

Quando a inflamação das vias aéreas não é adequadamente controlada, o organismo se torna mais vulnerável aos fatores que desencadeiam os sintomas, aumentando o risco de agravamentos.

Os impactos vão muito além do desconforto respiratório. Crianças podem apresentar dificuldades de aprendizado devido às faltas frequentes na escola.

Adultos podem ter redução da produtividade no trabalho e limitações para atividades físicas e sociais. Em casos mais graves, as crises podem levar a atendimentos de urgência, hospitalizações e até colocar a vida em risco.

Outro aspecto importante é a identificação dos gatilhos que favorecem o surgimento das crises.

Poeira, ácaros, mofo, fumaça de cigarro, poluição, mudanças bruscas de temperatura e infecções respiratórias estão entre os fatores mais comuns. Conhecer esses desencadeantes permite adotar medidas preventivas que fazem diferença no controle da doença.

Felizmente, a maior parte dos pacientes consegue levar uma vida ativa e saudável quando a asma é acompanhada adequadamente.

O uso correto das medicações prescritas, as consultas periódicas e a revisão constante do plano terapêutico ajudam a reduzir sintomas, prevenir complicações e evitar internações.

O cuidado contínuo é o que transforma a relação do paciente com a doença. Em vez de viver reagindo às crises, ele passa a atuar na prevenção, mantendo a inflamação sob controle e reduzindo significativamente os riscos associados à asma.

Quando respirar deixa de ser automático, cada fôlego ganha importância. Por isso, mais do que tratar crises, precisamos fortalecer a cultura do acompanhamento regular e da prevenção. Controlar a asma é possível, e esse controle começa muito antes dos sintomas aparecerem.

Fonte: Folha Vitória

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