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Os traumas oculares estão entre as principais causas de perda visual evitável e podem ocorrer em situações domésticas, esportivas, acidentes de trânsito ou no ambiente de trabalho. Especialistas alertam que impactos aparentemente simples podem provocar lesões graves e irreversíveis nos olhos quando não tratados rapidamente.
O trauma ocular acontece quando alguma estrutura do olho sofre agressão física, química ou térmica. As lesões podem atingir desde a superfície ocular até estruturas internas mais delicadas, como retina, cristalino e nervo óptico. Em muitos casos, o atendimento nas primeiras horas é decisivo para preservar a visão.
Trauma contuso e lesões perfurantes
Entre os tipos mais comuns está o trauma contuso, provocado por pancadas com bolas, cotoveladas, acidentes automobilísticos ou quedas. Esse tipo de lesão pode causar sangramentos internos, descolamento de retina, edema de córnea e aumento da pressão intraocular. Dependendo da intensidade, há risco de ruptura do globo ocular.
Outro tipo frequente é o trauma perfurante, causado por objetos pontiagudos como vidro, metal, madeira, arames e ferramentas. Essas lesões representam emergência oftalmológica, pois podem provocar infecções graves, hemorragias internas e perda permanente da visão.
Queimaduras químicas exigem ação imediata
As queimaduras químicas também merecem atenção imediata. Produtos de limpeza, álcool, solventes, cal, cimento e substâncias industriais podem causar danos severos à córnea e à conjuntiva. Quanto mais rápido o olho for lavado e o paciente encaminhado ao oftalmologista, maiores as chances de recuperação visual.
Já os traumas térmicos podem ocorrer por exposição ao calor intenso, fogo, explosões ou substâncias superaquecidas. Há ainda lesões causadas por radiação ultravioleta, como queimaduras após exposição inadequada ao sol ou solda elétrica sem proteção ocular adequada.
Especialistas destacam que crianças também estão entre os grupos de maior risco, principalmente por acidentes com brinquedos, objetos pontiagudos, fogos de artifício e produtos químicos domésticos. Durante atividades esportivas, a utilização de equipamentos de proteção pode reduzir significativamente os riscos de lesões graves.
Quais sintomas devem acender o sinal de alerta?
Os sintomas variam conforme o tipo de trauma, mas incluem:
Sensação de corpo estranho.
Em situações mais graves, o paciente pode perceber flashes luminosos, perda parcial do campo visual ou diminuição súbita da visão.
Segundo oftalmologistas, qualquer trauma ocular deve ser avaliado por um especialista, mesmo quando os sintomas parecem leves. Algumas complicações podem surgir horas ou dias após o acidente, como infecções, catarata traumática, glaucoma secundário e descolamento de retina.
O que fazer após um acidente ocular?
Em casos de acidentes químicos, a recomendação inicial é lavar imediatamente os olhos com água corrente abundante por vários minutos antes de procurar atendimento médico. Já em traumas perfurantes, não se deve esfregar os olhos nem tentar remover objetos presos no globo ocular.
A prevenção ainda é considerada a principal forma de reduzir os casos de trauma ocular. O uso de óculos de proteção em atividades profissionais, esportivas e domésticas é fundamental, especialmente em ambientes com risco de partículas, produtos químicos ou impactos.
O acompanhamento oftalmológico rápido e especializado pode evitar sequelas permanentes e aumentar as chances de recuperação visual após acidentes oculares.
Fonte: Folha Vitória