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Polícia

“Cheiro forte”: mãe cavou quintal com as mãos e achou a filha morta na Serra

Após cinco dias de buscas, uma mãe encontrou o corpo da filha enterrado no quintal da própria casa; irmão da vítima confessou o crime


Foto: reprodução/Arquivo pessoal

Uma mãe de 65 anos viveu uma cena devastadora ao encontrar o corpo da filha enterrado no quintal da residência da família, na Serra. Depois de cinco dias de buscas por Miriam Abraão de Oliveira Soares, de 39 anos, foi a própria mãe dela quem cavou a terra com as mãos após sentir um cheiro forte vindo do local.

O principal suspeito do crime é o irmão da vítima, que confessou ter cometido o assassinato após uma discussão relacionada a plantas do quintal. Durante dias, familiares e vizinhos mobilizaram buscas na tentativa de encontrá-la.

Segundo o relato da mãe, Magali Moraes de Oliveira, ela fazia orações enquanto estendia roupas no quintal quando sentiu algo estranho próximo ao jardim.

Ela relatou à reportagem da TV Vitória que teve uma espécie de revelação, sentiu um cheiro muito forte e percebeu como se a terra estivesse levantando.

Foi nesse momento que decidiu cavar o local com as mãos, encontrando o corpo da filha enterrado nos fundos da casa onde morava.

A descoberta encerrou dias de procura, mas revelou uma tragédia ainda maior dentro da própria família.

Discussão por plantas teria motivado assassinato

De acordo com informações levantadas pela polícia e familiares, o suspeito do crime é Abraão de Oliveira Soares, irmão da vítima, de 42 anos. Ele morava sozinho em uma residência construída sobre a casa da família.

A investigação aponta que o homicídio teria acontecido após uma discussão considerada banal. O homem estaria desentupindo um esgoto quando água suja teria respingado nas plantas cultivadas por Miriam.

Conhecida pelo cuidado com o jardim, a vítima teria reclamado da situação. Segundo a apuração, a discussão evoluiu para violência extrema.

Após ser pressionado pela polícia, o suspeito admitiu ter matado a irmã. Ainda conforme os relatos, ele teria escondido o corpo nos fundos da residência, justamente próximo às plantas que a vítima cuidava com carinho.

Familiares afirmam que, depois do crime, o homem continuou agindo normalmente diante da família, sem demonstrar sinais do ocorrido.

Mãe diz que filho tinha comportamento agressivo

Segundo Magali, o suspeito possuía histórico de comportamento difícil dentro da família e já teria ameaçado o próprio pai com uma faca em outra ocasião.

A mãe também relatou indignação com a frieza demonstrada pelo filho após o desaparecimento da irmã.

Desde o registro do sumiço de Miriam, parentes chegaram a procurar ajuda policial e mobilizaram a vizinhança nas buscas. O corpo, porém, estava enterrado a poucos metros da casa.

Quando a polícia levou o suspeito após a descoberta, moradores da região reagiram com revolta e gritaram “assassino”.

Suspeito foi preso por ocultação de cadáver

Em nota, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que o homem foi preso em flagrante pelo crime de ocultação de cadáver, já que o corpo da vítima estava enterrado no quintal da residência.

Segundo a corporação, o homicídio ocorreu no dia 12 de maio, mas não houve possibilidade de autuação em flagrante pelo assassinato devido à ausência do estado flagrancial.

A delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), explicou que o suspeito será indiciado pelo homicídio no decorrer das investigações e na conclusão do inquérito.

Ainda conforme a Polícia Civil, o homem possui registro anterior relacionado ao crime de ameaça. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem, onde permanece à disposição da Justiça.

*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/Record

Folha Vitória

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