Angélica Coutinho da Vitória, conhecida como “Angélica Tupinikim”, de 29 anos, foi morta pelo próprio marido dentro da aldeia indígena Aldeia do Ouro, em Aracruz, região Norte do Espírito Santo, nesta sexta-feira (15).
O suspeito do crime, José Fernandes Ferreira Cesário, de 39 anos, foi preso em flagrante e confessou o assassinato. Angélica foi morta com um tiro de calibre 32 na cabeça.
José foi levado a uma unidade da Polícia Militar pelo cacique da aldeia momentos após o crime. Aos policiais, o suspeito afirmou que Angélica foi morta após uma discussão por ciúmes.
Ele disse que havia sido agredido pela mulher e que pegou a arma para se defender e que durante uma briga, ela teria tentado pegar o revólver, o que resultou em um disparo.
O suspeito contou ao delegado Ricardo Barbosa, responsável pela investigação, que o disparo teria sido feito pela própria vítima.
Segundo ele, a vítima se mostrou ciumenta e atirou uma panela contra ele. Ele, para se defender, teria buscado uma arma de fogo, segundo ele, para acalmar a vítima, causando nela, talvez, um estado maior de nervosismo, porque ter uma arma apontada para si, o primeiro instinto é tentar se defender. Ela teria tentado pegar a arma dele e durante a briga, teria efetuado um disparo que atingiu sua própria cabeça
Além da arma utilizada no crime, na casa do suspeito foram apreendidas munições e outros dois armamentos. Segundo o delegado, José não tinha autorização para nenhuma das três armas.
O delegado informou que o suspeito foi preso e responderá pelos crimes de feminicídio e posse ilegal de arma de fogo.
*Com informações da repórter Luciana Leicht, da TV Vitória/Record
Folha Vitória