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Mercado de bebidas passa por mudança e exige reinvenção das marcas

Setor cresce com foco em inovação, novas tendências e consumidores mais exigentes

Por Redação em 09/05/2026 às 05:00:26
Ademar Bragatto, diretor do Grupo Coroa

Ademar Bragatto, diretor do Grupo Coroa

O setor de bebidas tem alcançado grandes resultados no Espírito Santo. Só em 2023, o segmento movimentou mais de R$ 99 milhões em Valor de Transformação Industrial, segundo dados do Observatório Findes. Além disso, em 2025, as exportações capixabas de bebidas totalizaram US$ 250,2 milhões, 6,5% a mais do que em 2024.

Entretanto, apesar de já consolidado, o mercado de bebidas vive uma transformação acelerada, impulsionada por um consumidor mais exigente, atento à saúde, à experiência e à identidade das marcas.

Para Ademar Bragatto, diretor do Grupo Coroa, as empresas do setor precisam se reinventar para manter espaço em um segmento cada vez mais dinâmico. Para lidar com esse cenário, a empresa capixaba, com mais de 92 anos, aposta na diversificação e inovação, com mais de 14 marcas, entre refrigerantes, energéticos, sucos e água mineral.

Confira a entrevista com :

O setor de bebidas é extremamente dinâmico. Como o senhor avalia o momento atual do mercado, de forma geral?

O mercado de bebidas sempre foi dinâmico, mas hoje ele está ainda mais rápido. O consumidor muda de hábito com facilidade, testa coisas novas o tempo todo.

Ao mesmo tempo, é um mercado forte, que não para. Quem tem história, qualidade e acompanha essas mudanças consegue se manter bem posicionado.

No caso do Grupo Coroa, além dessa percepção, utilizamos pesquisas de hábitos de consumo e comportamento do consumidor, e análise de dados de mercado, como norte para nossas tomadas de decisão.

Vemos que o consumidor está cada vez mais consciente e seletivo. Como isso tem impactado o consumo de bebidas e o posicionamento da marca?

Impacta muito. Hoje o consumidor presta atenção em tudo: qualidade, preço, marca, experiência. Não basta mais só ter um produto bom, tem que ter identidade. No nosso caso, a tradição ajuda, mas a gente também precisa se atualizar para continuar próximo das pessoas.

A Coroa busca estar sempre em harmonia com o desejo do consumidor. E os movimentos macro do mercado, mostram um consumidor mais atento à saúde e ao bem- estar.

Como inovação e diversificação de produtos têm sido estratégicas para manter competitividade nesse mercado?

São fundamentais. A gente precisa inovar, mas sem perder a essência.

O Grupo Coroa tem isso muito claro: manter o que já é forte, mas abrir espaço para novos produtos, novos sabores, novas linhas. É esse equilíbrio que mantém a empresa competitiva.

Dentro do mercado de bebidas, quais categorias ou produtos da marca têm apresentado maior crescimento nos últimos anos?

Uma grata surpresa que temos observado nos últimos anos é o crescimento espetacular da nossa categoria de águas, com a Água Mineral Campinho, natural e gasosa, assumindo uma expressiva fatia do mercado regional.

Quando falamos de produtos, podemos destacar nosso energético Bad Wolf e a Campinho Lemon, que vêm apresentando crescimento sustentável importantíssimo; e mais recentemente, nossos lançamentos, Coroa Cola Premium – tradicional e zero – e a cerveja puro malte Coroa Beer, que apesar do pouco tempo de mercado, já trazem resultados muito acima do esperado, sinalizando forte aceitação destes produtos por parte do consumidor capixaba.

Os dados mostram que o setor de bebidas teve um VTI de R$ 99,2 milhões no Espírito Santo. Como esse indicador traduz, na prática, a importância da indústria para a economia capixaba?

Isso mostra o quanto o setor é relevante. Não é só número, é geração de emprego, renda, movimentação da economia.

A indústria de bebidas tem um papel importante no desenvolvimento do Estado e faz parte do dia a dia das pessoas. Neste cenário, o Grupo Coroa gera mais de 600 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos.

As exportações capixabas de bebidas cresceram 6,5% e ultrapassaram US$ 250 milhões. O que explica esse avanço e como o mercado externo impacta a indústria local?

Esse crescimento vem da qualidade dos produtos e da abertura de novos mercados. Quando você começa a exportar mais, você fortalece a indústria como um todo. Isso gera mais investimento, mais produção e acaba refletindo também no mercado interno.

Qual é o peso do mercado local para a marca? E quais os principais benefícios e desafios do mercado capixaba?

O mercado local é a base de tudo. O Grupo Coroa nasceu aqui, então o Espírito Santo é prioridade. O principal benefício é essa proximidade com o consumidor, que conhece a marca e confia.

O desafio é justamente acompanhar as mudanças e continuar relevante para novas gerações. Além de estarmos presentes nos 78 municípios capixabas, o Grupo Coroa também tem distribuição no Norte do estado do Rio de Janeiro, no leste de Minas Gerais e em todo o sul da Bahia.

O que esperar do mercado de bebidas para os próximos anos? E para a marca?

O mercado vai continuar mudando rápido, com novas tendências e mais exigência do consumidor. Para a marca, o caminho é seguir inovando, mas sem perder a tradição.

A gente acredita muito nisso: crescer, evoluir, mas mantendo a essência que trouxe a gente até aqui. Hoje atuamos com água, refrigerante, energético e cerveja, e a ideia é continuar fortalecendo essas categorias, sempre atentos ao que o consumidor está buscando.

Ao mesmo tempo, vamos seguir investindo em qualidade, distribuição e novos produtos, porque é isso que mantém a empresa viva no mercado. No fim do dia, o mais importante é continuar perto das pessoas. É isso que sustenta a marca.

Fonte: Folha Vitoria

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