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Stent no coração: por que não dá para “relaxar” com a medicação

O uso correto de antiplaquetários é essencial para evitar trombose e infarto

Por Redação em 04/05/2026 às 05:00:12
Imagem: Canva/Reprodução

Imagem: Canva/Reprodução

Receber o diagnóstico de uma obstrução nas artérias do coração nunca é uma notícia fácil. Muitas vezes, ele vem acompanhado de medo, incertezas e da necessidade de tomar decisões rápidas, como a realização de um procedimento para implante de stent.

Embora o stent seja uma solução eficaz para restabelecer o fluxo sanguíneo e aliviar sintomas, é fundamental entender que o tratamento não termina com o procedimento. Na verdade, uma etapa igualmente importante começa logo depois — e depende diretamente do uso correto das medicações antiplaquetárias.

O stent é uma pequena estrutura metálica implantada dentro da artéria para mantê-la aberta e permitir a passagem adequada do sangue. No entanto, nos primeiros meses após sua colocação, o organismo pode reagir a esse dispositivo como se fosse um corpo estranho.

Isso ativa as plaquetas, células responsáveis pela coagulação, aumentando o risco de formação de coágulos dentro do próprio stent. Essa complicação, conhecida como trombose de stent, embora incomum, é grave e pode resultar em infarto agudo do miocárdio ou até morte súbita.

É justamente para reduzir esse risco que os antiplaquetários se tornam indispensáveis. Após o implante do stent, os pacientes geralmente precisam utilizar uma combinação de medicamentos chamada terapia antiplaquetária dupla, que inclui o ácido acetilsalicílico, o AAS, associado a outro fármaco, como clopidogrel, ticagrelor ou prasugrel. Esses medicamentos atuam inibindo a ativação das plaquetas e diminuindo significativamente a chance de formação de trombos.

Evidências científicas consistentes mostram que a interrupção precoce dessa terapia é um dos principais fatores associados à trombose do stent, especialmente nos primeiros meses após o procedimento.

O tempo de uso desses medicamentos varia de acordo com o perfil de cada paciente. Elementos como o tipo de stent utilizado, a apresentação clínica — se houve infarto ou não — e o risco de sangramento influenciam diretamente essa decisão. De forma geral, recomenda-se manter a dupla terapia por um período que varia entre seis e doze meses, podendo ser ajustado conforme a avaliação médica. Após essa fase, é comum a manutenção de pelo menos um antiplaquetário, geralmente o AAS, por tempo prolongado.

Riscos de interromper o tratamento

Um dos maiores riscos nesse contexto é a interrupção do tratamento sem orientação médica. Situações como esquecimento, efeitos colaterais ou a necessidade de realizar cirurgias podem levar à suspensão inadequada da medicação.

No entanto, essa decisão pode aumentar de forma significativa o risco de trombose do stent, especialmente nos primeiros dias e meses após sua implantação. Por isso, qualquer mudança no tratamento deve ser discutida com o cardiologista, que irá avaliar cuidadosamente os riscos e benefícios.

Embora os antiplaquetários possam aumentar a chance de sangramentos, como hematomas ou sangramentos digestivos, seu benefício na prevenção de eventos cardiovasculares graves é amplamente comprovado. A medicina atual busca justamente equilibrar esses dois aspectos, individualizando o tratamento para oferecer a máxima proteção com o menor risco possível.

O uso adequado dos antiplaquetários é parte essencial do sucesso do tratamento com stent. O procedimento abre a artéria, mas é a medicação que ajuda a mantê-la segura ao longo do tempo.

Fonte: Folha Vitória

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