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É o fim do whey? O que a lista de suplementos mais usados de 2026 revela sobre nossos hábitos

Uma lista recente divulgada pela SuppCo, plataforma americana que monitora rotinas reais de suplementação, chamou atenção por um detalhe inesperado: o whey protein não aparece entre os

Por Redação em 24/04/2026 às 05:00:10
Foto: Freepik

Foto: Freepik

Uma lista recente divulgada pela SuppCo, plataforma americana que monitora rotinas reais de suplementação, chamou atenção por um detalhe inesperado: o whey protein não aparece entre os mais utilizados em 2026.

A base de dados é robusta. Centenas de milhares de usuários registram diariamente tudo o que consomem, criando um retrato fiel do comportamento real e não apenas de tendências da indústria.

Mas antes de interpretar isso como o fim de uma era, é preciso entender o que de fato está por trás dessa mudança.

O que as pessoas estão consumindo hoje

A lista reúne produtos específicos, mas revela um padrão claro de consumo. Entre os mais utilizados, aparecem principalmente:

Probióticos e simbióticos

Vitamina D, frequentemente associada à vitamina K2

Alguns desses nutrientes aparecem mais de uma vez, em diferentes formulações, o que reforça ainda mais sua relevância.

Mais do que observar nomes isolados, a lista revela uma mudança clara de foco. Os consumidores deixam de priorizar apenas estética e performance e passam a valorizar aspectos como saúde intestinal, qualidade do sono, controle do estresse e longevidade.

Esse levantamento reflete o padrão de consumo americano. Ainda assim, já é possível observar esse movimento no Brasil, impulsionado principalmente pelo crescimento de produtos funcionais e pelo surgimento de novas opções enriquecidas com proteína no mercado.

O whey sumiu, mas a proteína não

Durante muitos anos, o whey protein esteve entre os suplementos mais consumidos do mundo, quase sempre ocupando posições de destaque.

Sua ausência agora não significa que as pessoas deixaram de consumir proteína. Significa que a forma de consumo mudou.

A indústria de alimentos absorveu completamente essa demanda e passou a incorporar proteína em uma ampla variedade de produtos, como pães, iogurtes, bebidas, barras e cereais.

Com isso, os consumidores deixaram de concentrar o consumo no shake e passaram a ingerir proteína ao longo do dia, muitas vezes sem perceber.

Praticidade nem sempre significa melhor escolha

Apesar da conveniência, muitos desses produtos não entregam apenas proteína. Eles costumam vir acompanhados de açúcares, gorduras, aromatizantes e outros aditivos.

Em muitos casos, a quantidade de proteína é menor do que se imagina, e o produto acaba sendo mais um alimento ultraprocessado com apelo funcional.

Como nutricionista, a minha opinião é clara: o whey protein continua sendo uma excelente fonte de proteína, com alto valor biológico, prática e extremamente versátil.

Você pode incluir o whey com facilidade em preparações como panquecas, mingaus, vitaminas e diversas receitas, tornando essas opções, na maioria das vezes, mais nutritivas e mais saciantes do que produtos prontos disponíveis no mercado.

O destaque do colágeno e seus limites

Os peptídeos de colágeno aparecem entre os mais consumidos, refletindo o interesse crescente por saúde da pele, estética e articulações.

No entanto, é importante lembrar que o colágeno é uma proteína incompleta. Ele não fornece todos os aminoácidos essenciais em quantidades adequadas para síntese muscular.

Isso significa que não deve ser utilizado como substituto de fontes proteicas completas, como carnes, ovos, leite ou whey protein.

Seu papel é específico e deve ser avaliado dentro do contexto individual.

Por que esses suplementos continuam no topo

Existe um ponto em comum entre os mais utilizados: são nutrientes que não conseguem ser facilmente incorporados em alimentos do dia a dia em quantidades eficazes.

Magnésio, creatina, vitamina D e ômega-3 são exemplos claros.

Diferente da proteína, que hoje está presente em diversos produtos industrializados, esses compostos ainda dependem, na prática, da suplementação para atingir doses que realmente tragam benefício.

Isso ajuda a explicar por que continuam dominando o ranking.

Então, o whey perdeu espaço

O whey não deixou de ser relevante. O que mudou foi o contexto em que ele é consumido.

Hoje, a proteína está mais presente na rotina alimentar, muitas vezes de forma indireta. Ainda assim, quando o objetivo é qualidade nutricional, controle de ingredientes e eficiência na ingestão proteica, o whey continua sendo uma das melhores estratégias.

Mais do que sair de cena, ele deixou de ser protagonista absoluto para se tornar uma ferramenta, que segue sendo extremamente útil quando bem aplicada.

Fonte: Folha Vitória

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