Um dos maiores nomes do basquete brasileiro, Oscar Schmidt, morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. A causa da morte não foi divulgada, mas o ex-jogador enfrentava tratamento contra um câncer do tipo glioma, desde 2011.
Os gliomas estão entre os tumores mais comuns entre os que afetam o sistema nervoso central. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os cânceres nesta região do corpo representam1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo.
Segundo o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o glioma se forma no sistema nervoso central, especialmente nas células gliais, responsáveis por sustentar e proteger os neurônios.
Há diferentes classificações para os gliomas, que variam de acordo com a célula de origem e o grau de agressividade. Alguns deles são:
Astrocitoma: inclui tumores de grau 1 a 4. O mais agressivo e comum deles é o glioblastoma multiforme (GBM);
Oligodendroglioma: apresenta crescimento lento e é mais comum em adultos jovens;
Ependimoma: cresce a partir das células que revestem os ventrículos cerebrais e é mais comum em crianças.
No primeiro diagnóstico de Oscar, em 2011, o tumor era de grau 2. Na época, ele realizou uma cirurgia para retirada do tumor.
Em 2013, ele recebeu um novo diagnóstico e a doença progrediu para grau 3. Ele precisou passar por uma nova cirurgia, além de sessões de radioterapia e tratamento com quimioterapia.
Quais são os sintomas da doença?
Ainda de acordo com informações do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os sintomas dependem do tipo e do tamanho do tumor. Ainda assim, os mais comuns são:
Dor de cabeça persistente, que piora pela manhã ou com esforço;
Convulsõesde início recente;
Fraqueza ou dormênciaem braços e pernas;
Alterações visuais(visão dupla, visão borrada);
Mudanças de personalidade, confusão mental ou dificuldade de fala;
Náuseas e vômitos, especialmente matinais.
Os gliomas podem ter causas desconhecidas, mas, em alguns casos, podem estar associados a:
Exposição à radiação ionizante: especialmente na região da cabeça.
Doenças genéticas raras: como neurofibromatose tipo 1 e síndrome de Li-Fraumeni.
Histórico familiar também pode ser considerado um fator, mas é mais incomum.
Assim como os sintomas, a possibilidade de cura também depende do grau do tumor. Em publicação do hospital, é explicado que os gliomas de baixo grau têm mais chance, quando comparados aos de alto grau.
Em 2022, 11 anos após o primeiro diagnóstico, Oscar anunciou que interromperia o tratamento, afirmando que estava curado da doença. “Eu venci essa batalha”, disse ele na época.
Embora não haja medidas preventivas específicas para os gliomas, hábitos como evitar exposição desnecessária à radiação, adotar uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas regularmente podem contribuir com a saúde geral do sistema nervoso.
Em caso de sintomas persistentes, também é essencial procurar acompanhamento especializado.
*Com informações do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e do Metrópoles.
Folha Vitória