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Novo tratamento contra câncer no SUS não causa queda de cabelo e é menos tóxico; entenda

Nova lei garante imunoterapia no SUS para pacientes com câncer. Entenda como funciona o tratamento e quais os benefícios

Por Redação em 17/04/2026 às 05:00:12
Imunoterapia é menos tóxica do que tratamentos tradicionais. Imagem: Freepik

Imunoterapia é menos tóxica do que tratamentos tradicionais. Imagem: Freepik

Na quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei n° 15.379/2026, que garante a imunoterapia para pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a medida, o tratamento será oferecido sempre que se mostrar superior ou mais seguro do que as opções tradicionais, como a quimioterapia e a radioterapia.

Por que isso importa: a imunoterapia pode ser menos tóxica, não ataca as células saudáveis e pode ter respostas mais duradoura em alguns casos de câncer.

Segundo especialistas, a oferta da imunoterapia representa um avanço nos tratamentos e amplia as possibilidades de cuidado para pacientes com câncer.

A imunoterapia estimula o sistema de defesa do corpo a reconhecer e atacar células cancerígenas e há vários tipos disponíveis.

De acordo com o hematologista Douglas Covre Stocco, a imunoterapia incorporada recentemente no SUS é utilizada tanto para tumores hematológicos, principalmente o linfoma de hodgkin e o linfoma primário do mediastino, quanto para tumores sólidos.

Um dos mecanismos de surgimento de um câncer, que faz as células doentes se multiplicarem sem serem atacadas pelo sistema imune, é o bloqueio do PD-1 — mecanismo que protege nossas células. Essa imunoterapia faz com que o PD1 fique sensível novamente, para que as células de defesa identifiquem as células cancerosas e combatam.

Douglas Covre Stocco, hematologista

A imunoterapia é menos tóxica?

A oncologista Juliana Alvarenga explica que a imunoterapia, de forma geral, tende a ser menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, porque não ataca diretamente as células do corpo.

“Ela estimula o sistema imunológico do próprio paciente a reconhecer e combater o tumor.”

Imunoterapia não causa queda de cabelo?

Justamente por não atacar as células, como no caso da quimioterapia, por exemplo, pacientes que recebem a imunoterapia tendem a não sofrer com a queda de cabelo e a fraqueza.

Na quimioterapia, os medicamentos agem em células que se multiplicam rapidamente e isso inclui não só o câncer, mas também células saudáveis, como as do cabelo, da pele e do trato gastrointestinal. Por isso, efeitos como queda de cabelo, náuseas e fraqueza são tão comuns.

Juliana Alvarenga, oncologista

Apesar de oferecer menos efeitos colaterais, o hematologista Douglas Covre Stocco ressalta que a imunoterapia não está isenta de desafios.

“Realmente não cai cabelo, não tem tanto enjoo e diarreia, mas, como estamos tratando com o sistema imunológico, um dos efeitos mais temidos dessa terapia é a ocorrência de doenças autoimunes por todo o corpo, em diversos órgãos”, explica o especialista.

Ele ainda ressalta que, em casos incomuns, isso pode evoluir para uma encefalite autoimune. “Portanto, os efeitos colaterais são, em geral, diferentes, mas eles ainda acontecem.”

A imunoterapia tem respostas mais duradouras

Além da diferença na forma de tratamento, a imunoterapia também pode apresentar respostas mais duradouras. “Em alguns pacientes, o sistema imunológico ‘aprende’ a combater o tumor, mantendo o controle por mais tempo, mesmo após o tratamento”, acrescenta Juliana.

Outra mudança é a possibilidade de controle de doenças avançadas. “Em alguns cânceres metastáticos, a imunoterapia aumentou a sobrevida e até trouxe respostas prolongadas, com potencial cura”, complementa a especialista.

Fonte: Folha Vitória

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