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Adolescente descobre câncer raro após dores serem tratadas como comuns

Jack Douglas, de 15 anos, foi diagnosticado com sarcoma de Ewing na coluna

Por Redação em 14/04/2026 às 05:00:11
Imagem: Reprodução/gofundme.com

Imagem: Reprodução/gofundme.com

Uma simples dor de crescimento ou lesão esportiva. Foi assim que os sintomas de um câncer raro e agressivo na coluna, apresentados pelo adolescente Jack Douglas, de 15 anos, foram tratados inicialmente.

Morador de Cheshire, no noroeste daInglaterra, ele procurou ajuda quando as dores na perna começaram em setembro de 2025. Segundo a mãe, Jemma, inicialmente eles acreditavam que se tratava de um desconforto causado durante uma partida de futebol na casa de um amigo.

Não demos muita importância e o sintoma desapareceu no dia seguinte. Voltou na mesma semana, então pensamos que ele tinha se machucado.

Jemma, em entrevista repercutida pelo site britânicoCheshire Live

Na entrevista para o site britânico, a mãe relatou que um raio-x realizado na época não apontou qualquer anormalidade. Entretanto, em janeiro, Jack piorou e começou a mancar, mas o médico manteve a avaliação de que “não era nada grave” e que ele deveria fazer fisioterapia.

Já na segunda consulta, o profissional identificou que “algo estava errado” e o adolescente passou por uma ultrassonografia da bexiga, além de outros exames, no Hospital Leighton, em Crewe.

Foi só após uma ressonância magnética que Jack foi diagnosticado com sarcoma de Ewing na coluna.

O sarcoma de Ewing é um tipo de câncer raro, que costuma atingir os ossos da pelve (quadril), tórax (costelas ou omoplatas) e coxas, especialmente ossos longos como o fêmur e úmero (osso do braço).

Segundo Cheshire Live, Jack começou o tratamento logo após o diagnóstico, no Hospital Infantil Alder Hey, em Liverpool. Ele sofreu com os efeitos da quimioterapia, como queda total de cabelo, perda acentuada de peso e dificuldades para caminhar.

O câncer não chegou a se espalhar para outras partes do corpo. O adolescente ainda precisa passar por mais seis sessões de fisioterapia, além de outros exames e, para ajudar com o tratamento, a família decidiu iniciar uma campanha de arrecadação.

“Se ele não fosse meu filho, eu honestamente pensaria que estava inventando a dor, porque ele dizia que estava doendo, depois que estava tudo bem, e a dor aparecia em uma perna, depois na outra, depois nas costas”, afirmou, em entrevista publicada noCheshire Live.

* Com informações do Portal R7.

Fonte: Folha Vitória

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