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PM que matou mulheres estava afastado das ruas após morte de mulher trans

O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale estava afastado das ruas após morte de uma mulher trans conhecida como Lara Croft

Por Redação em 09/04/2026 às 05:00:11
O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale matou a tiros Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha (destaque). Foto: Arquivo Pessoal

O cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale matou a tiros Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha (destaque). Foto: Arquivo Pessoal

O cabo da Polícia Militar, Luiz Gustavo Xavier do Vale, que matou a tiros Francisca Chaguiana Dias VianaeDaniele Toneto Rocha, após uma confusão no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na manhã desta quarta-feira (8), já havia se envolvido em outra morte, em 2022.

Ele estava envolvido na morte de uma mulher trans conhecida como Lara Croft, 34 anos, no bairro Alto Lage, também em Cariacica, em julho daquele ano.

Na ocasião, ele estava acompanhado de outro policial. De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Ríodo Rubim, pelo que consta nos autos da PM, a mulher trans que morreu teria avançado contra os policiais com uma lâmina.

“Ele era um policial de área, já no passado há um histórico de ele ter participado de uma ocorrência que culminou com a morte de outra pessoa que, em tese, teria partido para cima dos policiais com uma gilete ou mais de uma gilete, tentado agredi-los e em razão disso foram efetuados disparos e a pessoa veio a óbito”, disse.

O comandante explicou que o policial atualmente responde por este caso, uma vez que uma denúncia foi encaminhada pela Justiça, que aceitou o pedido de investigação da conduta do cabo.

Por conta do entendimento da Justiça, a corporação afastou o cabo de atividades de rua e ele estava, atualmente, em atividades de ocorrência do dia a dia e em atividades internas, de guarda de quartel.

Possível abandono de posto

Por estar em atividades internas no quartel, o policial não tinha autorização para abandonar seu posto.

A corporação agora apura se ele teria recebido qualquer tipo de autorização de um superior para ir até o local da ocorrência.

“A partir do momento que ele abandona o posto, a situação se agrava. Abandono de posto já é um crime por si só. Aí vêm as circunstâncias, se ele recebeu autorização de um superior para se deslocar até lá. Ele não pegou a viatura, ele pediu o apoio de uma viatura para ir até lá e possivelmente os colegas foram dar esse apoio, sem saber que fosse ter o desfecho infeliz”, relatou.

PM e envolvidos são ouvidos na corregedoria

O comandante-geral afirmou que o cabo e os outros policiais que estavam no local no momento das mortes foram ouvidos na corregedoria e posteriormente o cabo foi encaminhado ao presídio militar.

De acordo com os policiais que estavam no local, após matar as vítimas, o cabo colocou a arma no chão e se entregou.

Fonte: Folha Vitória

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