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Brilho capixaba: empresário que minera ouro em Moçambique quer bater 300 quilos por mês

Engenheiro capixaba Laercio Augusto Delunardo Atanásio, que trabalhava no setor ferroviário no ES, quer ser maior minerador do país africano. Quantidade daria, ao preço atual, R$ 232,5 m

Por Redação em 07/04/2026 às 05:00:31
Guto Delunardo se prepara para expandir os negócios além do ouro em Moçambique. Crédito: Divulgação

Guto Delunardo se prepara para expandir os negócios além do ouro em Moçambique. Crédito: Divulgação

Imagina conseguir minerar 300 quilos de ouro por mês? Essa quantidade daria, ao preço atual do grama, R$ 232,5 milhões. Considerando o grama a R$ 775. Essa quantidade é a meta do empresário capixaba Laercio Augusto Delunardo Atanásio com a atuação em Moçambique, na África. Ele quer ser o maior minerador de ouro do país africano. O engenheiro, que trabalhava no setor ferroviário, abriu uma empresa para aproveitar as oportunidades no país há dois anos. Começou a minerar ouro com a BMX e viu o preço do metal disparar.

“Um amigo conhecia bem o mercado de Moçambique e me apresentou a algumas oportunidades. Eu apostei, fui para o país e me surpreendi. Eles têm um ritmo diferente para agilizar os negócios, mais lento. Como a gente já chega acelerado, começou a prosperar. E a alta nos preços ajudou muito. Quando cheguei ao continente, em maio, junho de 2024, o quilo do ouro era US$ 72 mil (R$ 370,8 mil). Lembro como se fosse hoje. No ano passado, houve momentos em que passou dos US$ 170 mil (R$ 875,5 mil)”, conta o empresário.

A decisão de investir no país foi resultado de um planejamento de longo prazo. “Foram mais de cinco anos de estudo, entendimento geológico e construção de relacionamento local. Tudo isso antes de começar a operação”.

O capixaba compara Moçambique ao Brasil dos anos 1940. Ou seja, cheio de oportunidades. E com isso, faz planos para o futuro. A mineradora dele é uma das maiores do país. Os planos iniciais eram de chegar à marca de 300 quilos de ouro por mês só em 2029. Porém, há a oportunidade de comprar uma grande empresa no mercado. Não há estatística que mostra a maior, mas pelo volume que a empresa processa, dá para se ter uma ideia.

“Eles fazem um grande volume, porém não souberam fazer a gestão do negócio. Então, acabaram complicando o caixa. Nesse sentido, temos uma grande oportunidade de comprar a empresa. Vamos ver como as coisas caminham”, diz Laércio Augusto, também conhecido como Guto.

O capixaba disse que o principal trabalho é identificar as áreas já licenciadas pelo governo, procurar os proprietários e começar a explorar. O ouro extraído é comercializado principalmente no mercado do país africano. No entanto, Guto mira mercados maiores como o de Dubai e dos Estados Unidos. Os negócios não param por aí.

O empresário aponta para novas oportunidades, além do ouro. No desenvolvimento de portos, óleo e gás e no agronegócio. Hoje, ele já emprega 80 pessoas em Moçambique e, com o crescimento dos negócios, deve gerar mais empregos. “São engenheiros, técnicos e encarregados. Temos brasileiro, chinês, africanos trabalhando aqui. Estamos em uma terra de oportunidades e vamos aproveitar”.

Fonte: Folha Vitoria

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