Guto Delunardo se prepara para expandir os negócios além do ouro em Moçambique. Crédito: Divulgação
Imagina conseguir minerar 300 quilos de ouro por mês? Essa quantidade daria, ao preço atual do grama, R$ 232,5 milhões. Considerando o grama a R$ 775. Essa quantidade é a meta do empresário capixaba Laercio Augusto Delunardo Atanásio com a atuação em Moçambique, na África. Ele quer ser o maior minerador de ouro do país africano. O engenheiro, que trabalhava no setor ferroviário, abriu uma empresa para aproveitar as oportunidades no país há dois anos. Começou a minerar ouro com a BMX e viu o preço do metal disparar.
“Um amigo conhecia bem o mercado de Moçambique e me apresentou a algumas oportunidades. Eu apostei, fui para o país e me surpreendi. Eles têm um ritmo diferente para agilizar os negócios, mais lento. Como a gente já chega acelerado, começou a prosperar. E a alta nos preços ajudou muito. Quando cheguei ao continente, em maio, junho de 2024, o quilo do ouro era US$ 72 mil (R$ 370,8 mil). Lembro como se fosse hoje. No ano passado, houve momentos em que passou dos US$ 170 mil (R$ 875,5 mil)”, conta o empresário.
A decisão de investir no país foi resultado de um planejamento de longo prazo. “Foram mais de cinco anos de estudo, entendimento geológico e construção de relacionamento local. Tudo isso antes de começar a operação”.
O capixaba compara Moçambique ao Brasil dos anos 1940. Ou seja, cheio de oportunidades. E com isso, faz planos para o futuro. A mineradora dele é uma das maiores do país. Os planos iniciais eram de chegar à marca de 300 quilos de ouro por mês só em 2029. Porém, há a oportunidade de comprar uma grande empresa no mercado. Não há estatística que mostra a maior, mas pelo volume que a empresa processa, dá para se ter uma ideia.
“Eles fazem um grande volume, porém não souberam fazer a gestão do negócio. Então, acabaram complicando o caixa. Nesse sentido, temos uma grande oportunidade de comprar a empresa. Vamos ver como as coisas caminham”, diz Laércio Augusto, também conhecido como Guto.
O capixaba disse que o principal trabalho é identificar as áreas já licenciadas pelo governo, procurar os proprietários e começar a explorar. O ouro extraído é comercializado principalmente no mercado do país africano. No entanto, Guto mira mercados maiores como o de Dubai e dos Estados Unidos. Os negócios não param por aí.
O empresário aponta para novas oportunidades, além do ouro. No desenvolvimento de portos, óleo e gás e no agronegócio. Hoje, ele já emprega 80 pessoas em Moçambique e, com o crescimento dos negócios, deve gerar mais empregos. “São engenheiros, técnicos e encarregados. Temos brasileiro, chinês, africanos trabalhando aqui. Estamos em uma terra de oportunidades e vamos aproveitar”.
Fonte: Folha Vitoria