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“Ação que prendeu policial por tráfico é pública”, diz Polícia Civil

A Operação Turquia apura o suposto envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas no Espírito Santo

Por Redação em 02/04/2026 às 05:00:17
Advogado Fábio Marçal afirmou que vai processar o Estado e o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda. Foto: Montagem/ Folha Vitória

Advogado Fábio Marçal afirmou que vai processar o Estado e o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda. Foto: Montagem/ Folha Vitória

A Polícia Civil afirmou que o processo envolvendo as investigações da Operação Turquia não está sob segredo de Justiça, sendo dessa forma “público”. A operação apura o suposto envolvimento de policiais civis com o tráfico de drogas no Espírito Santo.

Durante esta quarta-feira (1º), a Polícia Civil informou que, pelo processo não são estar em segredo de justiça, é possível o acesso às informações pessoais dos envolvidos de todas as partes.

Em nota, a corporação reforçou que “o processo é público” e que o posicionamento oficial sobre o caso já foi encaminhado à equipe de reportagem.

A Polícia Civil informa que o processo referente às investigações da Operação Turquia é público e não está sob segredo de justiça, sendo possível o acesso às informações pessoais dos envolvidos por todas as partes. O posicionamento se dará por meio da nota já enviada à equipe.

Apesar disso, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) informou que, embora o processo não esteja mais em sigilo, isso não significa que todos os elementos da investigação estejam totalmente disponíveis ao público.

Caso ganhou novos desdobramentos

O advogado também contestou a atribuição de uma declaração ao delegado, segundo a qual ele teria apontado um policial civil como “o maior traficante do Espírito Santo”.

Entretanto, ele alega que o delegado reproduziu uma frase dita por um traficante durante oitivas no período de investigação do caso e que seu cliente havia relatado o que foi dito durante aquela reunião.

Ele, durante o depoimento, se referiu à fala de um investigado em outra operação, que durante sua oitiva junto ao Gaeco, promotores e na sua presença, esse traficante falou: ‘Vocês estão aqui, mas o maior traficante do Espírito Santo é um policial civil’. Ele apenas relatou o que aquela testemunha tinha dito.

Fábio Marçal, que representa um delegado do Espírito Santo

De acordo com ele, por conta do que ele chama de distorção do caso, Arruda teria divulgado informações incorretas sobre seu cliente.

Até aquele momento, o delegado servia como testemunha de maneira sigilosa no caso, mas teria tido sua identidade revelada por Arruda. A operação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (Ficco/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPES).

O que diz a Polícia Civil?

Por meio de uma nota, a Polícia Civil informou que o processo referente às investigações da Operação Turquia é público e não está sob segredo de justiça. “Sendo possível o acesso às informações pessoais dos envolvidos por todas as partes”.

Ao ser questionado sobre um pronunciamento do delegado-geral, o órgão afirmou que “o posicionamento se dará por meio da nota já enviada à equipe”.

Relembre a operação completa Turquia

As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na região da Ilha do Príncipe, emVitória, em fevereiro de 2024.

As apurações apontaram que parte das drogas apreendidas em ações policiais eram desviadas para a própriaorganização criminosa.

Umafração dos entorpecentes não era devidamente registrada nos boletins de ocorrência, sendo posteriormente repassada a intermediários ligados ao grupo.

Além do desvio das drogas, os agentes são suspeitos derepassar informações sigilosas e receber propinapara favorecer a atuação de integrantes da facção criminosa.

As investigações também apontam que parte dos policiais investigados teriaomitido prisões e favorecido integrantes do grupo criminoso.

Durante a segunda da fase da operação, maiscinco mandados de prisão temporáriaforam cumpridos durante a ação deflagrada no dia 18 de março no Espírito Santo.Um policial civil, que anteriormente havia sido afastado de suas funções, é um dos que teve a prisão temporária decretada.

A suspeita é de que eles tenham envolvimento com umafacçãoligada aoPrimeiro Comando da Capital (PCC).

Também foram cumpridostrês mandados de busca e apreensão, assim como uma medida cautelar de afastamento de função pública.

Fonte: Folha Vitória

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