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O Estado prometeu telefone. O mercado entregou internet

No final de 2024, o Espírito Santo ainda contava com 224 orelhões. Em dezembro de 2025, sobraram só 15, e a retirada final já começou. O que antes era símbolo da comunicação pública

Por Redação em 26/03/2026 às 05:00:21

No final de 2024, o Espírito Santo ainda contava com 224 orelhões. Em dezembro de 2025, sobraram só 15, e a retirada final já começou. O que antes era símbolo da comunicação pública agora virou peça de museu. Tal contexto não é o “fim de um serviço”. É a prova de que, quando a infraestrutura funciona, o que era extraordinário passa a ser parte do cotidiano.

Antes da privatização das telecomunicações, ter telefone era um privilégio, era caro, difícil de conseguir e o serviço andava em câmera lenta. Muita gente esperava meses, às vezes anos, por uma linha, como se a comunicação fosse luxo. A virada veio em 1998. Em cerca de 25 anos, os acessos à telefonia móvel saltaram de 7,4 milhões para 251 milhões. Essa escala não apareceu por decreto: nasceu de investimento, competição, inovação e incentivos para ampliar a cobertura e reduzir o custo.

A Explosão da Telefonia Móvel

O resultado está na palma da mão. O Brasil soma centenas de milhões de conexões móveis e 188 milhões de pessoas que usam internet, segundo a Anatel. Por isso, viramos um dos maiores mercados do WhatsApp no mundo. Isso ajuda a explicar por que negócios, família, trabalho e serviços públicos cabem hoje em uma tela, e também por que o orelhão ficou sem função.

Privatizar não é idolatrar empresas. É reconhecer um princípio liberal simples: o Estado deve garantir direitos, fazer valer contratos e regras claras e não tentar ser operador de tudo. Quando o governo quer controlar cada etapa, costuma travar investimentos e socializar prejuízos. Ao abrir espaço para a economia de mercado, a sociedade ganha liberdade de escolha, mais inovação e a chance de cobrar qualidade com o poder do “trocar de fornecedor”.

Desafios e o Futuro da Conectividade

Porém, é importante reconhecer que ainda existem desafios, como a cobertura em áreas remotas e a qualidade irregular. No entanto, a solução não está em voltar ao modelo antigo. O caminho é fortalecer o Estado de direito, garantir regras claras e exigir metas transparentes.

Fonte: Folha Vitoria

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