Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

Economia

Safra de conilon no Espírito Santo deve cair 12,2% em 2026/27, aponta StoneX

O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, caminha para uma safra recorde em 2026/27. A produção total deve chegar a 75,3 milhões de sacas de 60 kg, um crescimento de 20,8%


Parte de uma colheita do Café Louir

O Brasil, maior produtor e exportador de café do mundo, caminha para uma safra recorde em 2026/27. A produção total deve chegar a 75,3 milhões de sacas de 60 kg, um crescimento de 20,8% em relação à temporada anterior, impulsionado principalmente pela recuperação da produtividade das lavouras de café arábica. A estimativa foi divulgada na última quinta-feira (12) pela StoneX.

No caso do café robusta (conilon), a projeção para o Brasil foi elevada para 25,1 milhões de sacas. Apesar de representar uma queda de 2,8% em relação ao recorde do ciclo passado, o volume ainda é considerado elevado para a cultura.

Para os principais estados produtores de conilon, Espírito Santo e Bahia, as estimativas foram revisadas levemente para cima em relação às projeções iniciais. Mesmo assim, os volumes seguem abaixo dos registrados na temporada anterior, movimento já esperado após a supersafra recente.

No Espírito Santo, maior produtor de café conilon do país, a produção é estimada em 16,9 milhões de sacas, o que representa uma queda de cerca de 12,2% em relação à safra 2025/26, quando foram produzidas 19,2 milhões de sacas.

Acompanhe o Folha Business no Instagram

Já para o café arábica capixaba, a expectativa é de crescimento. A produção deve alcançar 3,6 milhões de sacas, um aumento de 21% frente à safra anterior, estimada em 3 milhões de sacas.

Enquanto 2025 foi marcado por uma safra recorde de conilon, com forte avanço na produção e preços historicamente elevados ao produtor, 2026 tem apresentado um cenário mais moderado, com maior oscilação nas cotações. Atualmente, a saca do conilon está sendo negociada na casa dos R$ 1 mil, segundo dados do Cepea.

A expectativa de uma produção um pouco menor também é compartilhada pela Cooabriel, maior cooperativa de café conilon do Brasil, sediada no interior do Espírito Santo. A cooperativa projeta uma queda entre 10% e 15% na safra de 2026, cuja colheita começa entre abril e maio.

Segundo a StoneX, a redução na produtividade é explicada principalmente pelo comportamento das lavouras após a safra recorde anterior. Plantas que produziram muito em 2025 tendem a apresentar menor rendimento no ciclo seguinte.

Além disso, em algumas áreas foram realizados manejos estruturais, como a condução de novos brotos – prática comum nas lavouras de conilon. Esses brotos ainda estão em fase inicial e, por isso, têm produção reduzida neste ciclo.

Por outro lado, o monitoramento mais recente da consultoria apontou que algumas áreas apresentaram produtividade superior à observada na primeira estimativa, realizada em novembro. Esse desempenho acabou elevando a média produtiva em parte do norte do Espírito Santo, principal região produtora de conilon do estado.

Outro fator destacado pela StoneX é que a produção da variedade canéfora brasileira, que inclui robusta e conilon, segue em expansão no país, impulsionada por novos investimentos e pelo uso crescente de tecnologias.

Para a safra 2026/27, o cenário é considerado positivo especialmente para o sul da Bahia, o norte do Espírito Santo e Rondônia, regiões que registraram aumento de área cultivada e maior entrada de lavouras jovens em produção.

Espírito Santo e Bahia vieram de uma safra elevada em 2025/26, com produtividades expressivas. Mesmo com a leve retração prevista para 2026, a produção deve continuar em bons níveis, sustentada pela expansão das áreas plantadas e pela renovação do parque cafeeiro.

Brasil caminha para uma supersafra

No cenário nacional, a grande protagonista da safra 2026/27 deve ser a produção de café arábica, que responde pela maior parte do café produzido no país.

A StoneX projeta uma produção de 50,2 milhões de sacas, um crescimento anual de 37,5%, superando pela primeira vez a marca de 50 milhões de sacas.

Já para os cafés canéforas, a previsão é de uma leve queda de 2,8% após o recorde registrado no ciclo passado. Mesmo assim, a colheita deve superar 25 milhões de sacas.

Logo após o período de florada, em novembro, a StoneX já indicava a possibilidade de uma safra recorde. Posteriormente, a equipe técnica voltou a campo para realizar avaliações mais detalhadas das lavouras.

Leia também:

Exportações de café recuam 23,5% em fevereiro, aponta Cecafé

Folha Vitoria

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!