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Polícia

Disque-Denúncia divulga cartaz de “procurado” do goleiro Bruno

O mandado de prisão contra Bruno foi emitido em 5 de março, após ele não se apresentar para retornar ao regime semiaberto


(Foto: Divulgação / Disque-Denúncia)

O Disque-Denúncia emitiu um comunicado com cartaz e pedido de informações sobre o goleiro Bruno, considerado foragido pela Justiça por descumprir condições de liberdade condicional. Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão pelo homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio.

O Estadão tenta contato com a defesa de Bruno, mas não teve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

O mandado de prisão contra Bruno foi emitido em 5 de março, após ele não se apresentar para retornar ao regime semiaberto. Ele viajou sem autorização judicial para jogar pelo time de futebol Vasco-AC, sendo que estava proibido de deixar o Rio de Janeiro pelas regras da liberdade condicional. Bruno disputou uma partida pelo clube e já foi dispensado.

A ida de Bruno ao Acre foi o que motivou a Vara de Execuções Penais a tomar as medidas. “As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”, escreveu o juiz Rafael Estrela Nóbrega.

A previsão para o término do cumprimento da pena de Bruno era 8 de janeiro de 2031. Ele foi condenado em processo julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A execução da pena foi parar no Rio de Janeiro em 2021, após mais de uma transferência, acompanhando propostas de trabalho recebidas por Bruno no período de cumprimento.

Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samúdio. Eliza teria cobrado o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, então no Flamengo. Bruno ordenou que comparsas matassem Eliza. O corpo da modelo nunca foi encontrado e o crime só foi descoberto devido a uma delação.

A condenação aconteceu em 2013. Bruno até conseguiu um habeas corpus, em fevereiro de 2017, no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois meses depois, porém, a Corte voltou a julgá-lo e o reconduziu à prisão.

Em 2019, Bruno teve determinada a progressão de pena para o regime semiaberto (em que dormia na penitenciária). Foi quando ele voltou a jogar futebol, pelo Boa Esporte, de Varginha (MG), que na época estava na Série C do Campeonato Brasileiro.

Foi em 2023 que houve a progressão do semiaberto para liberdade condicional. Entre 2020 e 2026, Bruno passou por Poços de Caldas (MG), Rio Branco (AC), Atlético Carioca (RJ), Búzios (RJ), Orion (time de várzea de São Paulo), União do Bom Destino (ES) e Capixaba (ES).

Folha Vitória

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