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Neuralgia do trigêmeo: entenda diagnóstico da apresentadora Lívia Andrade

Diagnóstico de Lívia Andrade chama atenção para condição considerada uma das dores mais intensas da medicina

Por Redação em 11/03/2026 às 05:00:13
Imagem: Reprodução/Instagram/@liviaantradereal

Imagem: Reprodução/Instagram/@liviaantradereal

A “pior dor do mundo”: é assim que é descrita a neuralgia do trigêmeo, condição neurológica com a qual a apresentadora Lívia Andrade foi diagnosticada recentemente. A condição é provoca dores faciais extremamente intensas, o que fez a artista pensar que se tratava de um problema odontológico.

Segundo a apresentadora, os primeiros sintomas pareciam relacionados aos dentes, mas exames de radiografia descartaram a presença de cáries. Mesmo assim, a dor evoluiu rapidamente e passou a atingir diversas regiões do rosto.

Aí eu vou aguentando uma dorzinha. Você vai tolerando até que chega a um ponto em que o bagulho fica doido. Vou falar: a pior dor da vida. Está até preto [ao redor dos olhos] porque eu chorei, tudo borrado. Até babei também porque, meu, olha… que situação

Lívia Andrade, apresentadora

Segundo ela, a dor também atingiu áreas como olhos, mandíbula, ouvido e língua, provocando crises intensas até durante o trabalho.

O que é a neuralgia do trigêmeo

A neuralgia do trigêmeo é uma condição neurológica caracterizada por dor facial extremamente intensa, considerada uma das mais fortes que uma pessoa pode sentir.

De acordo com o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, o problema ocorre quando há irritação ou compressão do nervo trigêmeo, responsável pela sensibilidade da face.

“O nervo trigêmeo é o quinto nervo craniano e possui três ramos principais: o oftálmico, que leva sensibilidade para a região da testa e dos olhos; o maxilar, ligado às bochechas e parte superior da boca; e o mandibular, responsável pela mandíbula e pela parte inferior do rosto”, explica o especialista.

Quando esse nervo é afetado, o paciente pode apresentar crises súbitas de dor intensa. A estimativa é de que cinco em cada 100 mil brasileiros convivam com a condição, que costuma ser mais frequente em pessoas acima dos 50 anos e em mulheres.

“Muitos pacientes descrevem a dor como um choque elétrico. As crises podem durar de alguns segundos a poucos minutos e geralmente ocorrem apenas em um lado do rosto”, afirma Lanzotti.

Sintomas podem aparecer com atividades simples

Segundo o reumatologista, atividades comuns podem desencadear crises.

“Falar, mastigar, escovar os dentes, tocar o rosto ou até mesmo a exposição ao vento frio podem provocar episódios de dor. Em alguns casos, essas crises podem se repetir várias vezes ao longo do dia”, acrescenta.

A principal causa da condição é a compressão do nervo por um vaso sanguíneo, responsável por até 90% dos casos. No entanto, outras situações também podem estar associadas, como esclerose múltipla, tumores raros que comprimem o nervo ou traumas na região facial.

O diagnóstico costuma ser feito por especialistas após avaliação clínica e exames de imagem, assim como aconteceu com Lívia.

“O tratamento geralmente é conduzido por neurologistas, médicos especialistas em dor e, em alguns casos, também por reumatologistas, dependendo da avaliação clínica de cada paciente”, explica o médico.

O tratamento pode envolver medicamentos, que ajudam a reduzir a atividade do nervo e controlar a dor. “Entre os medicamentos mais utilizados estão carbamazepina, oxcarbazepina, gabapentina e também a duloxetina, que pode ser indicada em alguns casos”, afirma Lanzotti.

Quando os medicamentos não apresentam resposta adequada, existem procedimentos que podem ser indicados. “Entre as alternativas estão a cirurgia de descompressão microvascular, a radiofrequência do nervo trigêmeo ou técnicas de radiocirurgia, como o Gamma Knife”, explica o especialista.

A boa notícia, segundo o especialista, é que na maioria dos casos o tratamento consegue controlar bem as crises.

Com acompanhamento adequado, é possível reduzir significativamente a dor e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Sergio Bontempi Lanzotti, reumatologista

Fonte: Folha Vitória

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