Imagem: Freepik
Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicam aumento de sobrepeso e obesidade entre 2024 e 2025, em todas as faixas etárias. Entre os adultos capixabas, a estimativa é de que 71,75% convivem com sobrepeso ou algum grau de obesidade.
Por que isso é importante: a obesidade é fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Além disso, a obesidade foi causa de 161 óbitos no Espírito Santo, em 2025, segundo o Sistema de Informação de Mortalidade (SIM).
Entre crianças de 5 a 10 anos, o sobrepeso passou de 15,22% (2024) para 16,44% (2025). A obesidade também subiu, de 8,71% para 9,52%, assim como a obesidade grave.
Entre adolescentes, o sobrepeso avançou de 18,71% para 19,35%, enquanto a obesidade chegou a 11,94% em 2025.
Nos adultos, o sobrepeso permanece em torno de 32%, mas o número absoluto de pessoas com obesidade grau 1, 2 e 3 aumentou. A obesidade grau 3, a mais grave, já atinge 6% da população adulta acompanhada, enquanto a grau 1 atinge 22,65% e a grau 2 atinge 10,3%.
Entre idosos, mais da metade apresenta sobrepeso: 54,21% em 2025. Já entre as gestantes, a obesidade passou de 28,74% para 30,18%.
O risco invisível: gordura visceral
O cardiologista Jansem Bonfim alerta para a gordura visceral, aquela que se acumula na cavidade abdominal, próxima a órgãos como fígado e pâncreas.
Esse tipo de gordura acomete nossos o?rga?os internos e e? a mais perigosa, diretamente implicada em eventos cardi?acos como infarto agudo.
Jansem Bonfim, cardiologista da Cardiodiagno?stico
Além disso, ele explica que a obesidade:
Provoca inflamação sistêmica
Aumenta o volume sanguíneo circulante
Eleva a resistência à insulina
Favorece aterosclerose, AVC, diabetes tipo 2 e apneia do sono.
Para mudar o cenário, são necessárias políticas públicas consistentes, educação alimentar e mudanças sustentadas no estilo de vida.
Além disso, no nível individual, a nutricionista Luciana Lube alerta que os alimentos ultraprocessados sa?o muito prejudiciais e devem ser consumidos com moderac?a?o.
“Entre os mais comuns esta?o refrigerantes, biscoitos, sorvetes, macarra?o instanta?neo e salgadinhos de pacote. Esses produtos conte?m altos ni?veis de gordura, ac?u?car, so?dio, conservantes e aditivos, e baixo teor de nutrientes, favorecendo o aumento de peso e o desenvolvimento de doenc?as cro?nicas”, destaca.
A Sesa informa que a porta de entrada para o cuidado é a Unidade Básica de Saúde (UBS), onde são avaliados peso, altura e IMC. A Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade prevê acompanhamento multiprofissional, com nutricionistas, psicólogos e incentivo à atividade física.
Antes do encaminhamento para serviços especializados, as unidades utilizam recursos como grupos de caminhada, academias da saúde e práticas integrativas.
Fonte: Folha Vitória