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6 Em Cada 10 Mulheres Na Alta Liderança Relatam Burnout

Relatório da McKinsey & Company em parceria com a Lean In aponta que cerca de 60% das mulheres em cargos sênior enfrentam burnout frequente e muitas relatam insegurança profissional

Por Redação em 04/03/2026 às 17:20:29
Imagem de Freepik

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Um relatório da McKinsey & Company em parceria com a Lean In revelou um dado alarmante sobre mulheres na liderança: cerca de 60% das profissionais em posições sênior relatam burnout frequente. O levantamento, repercutido pelo Business Insider, também indica que muitas dessas líderes demonstram preocupação com segurança no emprego logo nos primeiros anos no cargo.

O dado amplia o debate sobre liderança feminina no mercado de trabalho e revela que o desafio não está apenas em chegar ao topo, mas em permanecer nele.

Burnout feminino na liderança é estrutural

O alto índice de burnout entre mulheres em cargos de liderança não está ligado somente à carga de trabalho. Ele envolve pressão contínua por desempenho, maior escrutínio sobre decisões e comportamento e a necessidade constante de validação.

Mulheres líderes frequentemente relatam sentir que precisam provar competência repetidamente, mesmo após alcançarem posições estratégicas. Esse ciclo gera exaustão emocional e insegurança profissional.

A insegurança nos primeiros anos de liderança

Outro ponto crítico apontado no relatório é a sensação de instabilidade. Muitas mulheres relatam preocupações com a permanência no cargo logo no início da função executiva.

Essa insegurança precoce reduz a segurança psicológica, impacta a tomada de decisão e amplia o desgaste mental. Em vez de consolidar autoridade, essas líderes operam sob constante vigilância.

O custo organizacional da exaustão

Quando 60% das mulheres na alta liderança relatam burnout frequente, o problema deixa de ser individual e passa a ser estratégico. A retenção de mulheres em cargos sênior se torna um desafio real para as empresas.

Ambientes corporativos que promovem diversidade, mas não ajustam cultura, critérios de avaliação e suporte emocional, acabam perdendo lideranças qualificadas no momento de maior maturidade profissional.

Permanência sustentável é a nova pauta

O avanço da liderança feminina precisa ser acompanhado de políticas que garantam sustentabilidade na função. Isso inclui clareza de metas, distribuição equilibrada de responsabilidades invisíveis e programas efetivos de apoio à saúde mental.

A discussão sobre mulheres na liderança precisa evoluir do acesso para a permanência. Caso contrário, o crescimento da representatividade pode se tornar estatístico, mas não estrutural.

Fonte: Folha Vitória

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