Helder Salomão (PT), deputado federal
A vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini (Progressistas), está a um mês de vivenciar — ou não — uma mudança importante em sua ainda curta trajetória política. Tudo depende do ímpeto do prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), de disputar as eleições para o governo do Estado neste ano.
Caso o republicano decida ir às urnas, Cris poderá se tornar a primeira mulher a comandar Vitória de forma efetiva, e não apenas interinamente. O movimento, contudo, envolverá também outra manobra política.
Se em Vila Velha o vice-prefeito Cael Linhalis trocou o PSB pelo PSDB para acompanhar os projetos traçados pelo prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB), algo semelhante pode ocorrer na Capital.
Isso porque a federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — já mantém um alinhamento com o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Além disso, é notório que a Prefeitura de Vitória não é, nem de longe, um território sob influência do governismo estadual. Nesse cenário, uma eventual troca partidária não representaria apenas uma exigência lógica da conjuntura, mas também um gesto político de afirmação de força do Republicanos e de Pazolini diante de seus adversários. Seria um movimento semelhante ao adotado por Arnaldinho na cidade canela-verde.
A diferença, porém, está no comportamento do prefeito da Capital. Pazolini nunca afirmou diretamente que será candidato. Ele se mantém numa posição confortável em que outros falam por ele — ou suas próprias agendas pelo interior do Estado falam por si, ampliando seu grau de conhecimento junto ao eleitorado. Assim, caso não dispute as eleições deste ano, sua imagem dificilmente sairá arranhada.
Há, portanto, cerca de um mês para que essas peças sejam organizadas: anúncios, possíveis mudanças partidárias e decisões estratégicas dentro do grupo que tenta retirar do Palácio Anchieta o comando dos aliados do governador Renato Casagrande (PSB). Enquanto isso, Cris aguarda os sinais.
Resolução do Tribunal Superior Eleitoral estabelece esta quinta-feira, 5 de março, como a data de abertura da janela de migração partidária. Pela regra, até 3 de abril de 2026, considera-se justa causa a mudança de partido para detentores de mandato de deputado federal, deputado estadual ou deputado distrital que pretendam disputar eleições majoritárias ou proporcionais. Previsão de mercado intenso e até possibilidades de surpresas.
Lembrando ainda que deverá ocorrer desincompatibilização para aqueles que forem concorrer a eleições (e não à reeleição) seis meses antes do pleito. A data limite é 4 de abril.
Peça do governo estadual, publicada nessa terça-feira (3), destaca que são mais de R$ 2 bilhões em obras e investimentos aplicados na cidade de Vila Velha. “Vila Velha está melhor e o trabalho não para”, diz o governo nas redes.
Não custa lembrar que, recentemente, o prefeito canela-verde Arnaldinho Borgo (PSDB) se distanciou do projeto político do governador Renato Casagrande (PSB) ao não endossar o movimento do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) rumo ao Palácio Anchieta.
A Guarda Municipal de Vila Velha está em busca de um hino para chamar de seu. Só podem participar integrantes ativos ou inativos da instituição.
Vila Velha agora tem a lei que cria o “Programa Municipal de Capacitação de Pais e Responsáveis”, voltado ao fortalecimento de capacidades parentais e à promoção do uso seguro da internet.
Lei estadual cria e denomina a Rota Turística da Estrada do Caramba, que envolve os municípios de Cachoeiro de Itapemirim e Atílio Vivácqua.
Ricardo foi um dos dirigentes emedebistas que assinaram manifesto contrário a uma aliança nacional do partido com o PT. O vice-governador, como se sabe, tem posicionamento que converge para o centro e para a direita.
Diálogo institucional I
O presidente estadual da federação União Progressista, deputado federal Da Vitória (Progressistas), realizou, nessa terça-feira (3), visita institucional ao presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos/SP).
Diálogo institucional II
Para bom entendedor, trata-se de uma forma de frisar que há pontes criadas para todos os lados, independentemente das escolhas deste ano quanto aos apoios nas eleições. A princípio, a federação, que reúne União Brasil e Progressistas, deve apoiar Ricardo Ferraço.
O PSD, em nível nacional, segue ensaiando candidatura à Presidência da República. É preciso ficar atento a esses movimentos.
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Dizem que está insuportável atuar em determinado poder. Dizem que há, como poderíamos descrever, alta influência de cônjuge.
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Fonte: ES HOJE