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Após bilhete interceptado, polícia esclarece morte de jovem baleado no quintal de casa em Vila Velha

Quase quatro anos após o crime, a Polícia Civil (PCES) concluiu o inquérito que investigou a morte de Caio Edison Eloi, de 19 anos, assassinado a tiros no dia 29 de agosto de 2021, no bai


Veículos usados pelos criminosos no dia do crime | Foto: Divulgação PCES Imagens de videomonitoramento ajudaram a polícia a identificar os veículos usados na fuga. A partir dos proprietários dos autom

Quase quatro anos após o crime, a Polícia Civil (PCES) concluiu o inquérito que investigou a morte de Caio Edison Eloi, de 19 anos, assassinado a tiros no dia 29 de agosto de 2021, no bairro Rio Marinho, em Vila Velha, na Grande Vitória. A identificação dos autores e da motivação foi possível depois que investigadores tiveram acesso a um “catuque” — bilhete usado como forma de comunicação entre integrantes de facção.

Caio foi atingido por vários disparos enquanto estava no quintal de casa. Segundo a investigação, dois homens pularam muros de residências vizinhas até alcançá-lo. Após os tiros, fugiram em dois carros.

Imagens de videomonitoramento ajudaram a polícia a identificar os veículos usados na fuga. A partir dos proprietários dos automóveis, os investigadores chegaram aos suspeitos: Gabriel dos Santos Koski, conhecido como “Toitim” ou “2T”, e Leonardo Gramelisch Viana Rodrigues, o “Léo”. Os dois são apontados como os atiradores. Um terceiro envolvido, Marlon Carlini Francisco, teria dado apoio na ação e está foragido.

Motivo ligado a disputa entre facções

Durante a apuração, a polícia concluiu que o crime teve relação com disputas pelo controle do tráfico de drogas e com vingança. Um dia antes de ser morto, Caio teria atirado contra rivais em uma praça no bairro Vale Encantado e fugido.

A confirmação do envolvimento dos suspeitos veio em 2023, durante operações do Ministério Público que investigavam a atuação do grupo Primeiro Comando de Vitória (PCV) na região. Foi identificado que Gabriel enviou um “catuque” para uma liderança conhecida como “Léo do Vale”, relatando o homicídio como forma de retaliação ao ataque ocorrido no dia anterior — uma espécie de “prestação de contas”.

A mensagem teria sido enviada pelo telefone de um advogado investigado por atuar como intermediador de comunicações do grupo.

Com o conteúdo do bilhete, a polícia reforçou a conclusão de que o crime foi cometido em resposta ao ataque anterior. Além dos dois apontados como autores dos disparos, “Léo do Vale”, considerado liderança do grupo na região, também foi indiciado por ter, segundo a investigação, conhecimento e controle sobre as ações dos integrantes.

Gabriel, Leonardo e Léo do Vale que foram presos à época das operações do Ministério Público, por crimes relacionados ao trafico, lavagem de dinheiro, organização criminosa, agora respondem também pelo homicídio de Caio. Marlon continua foragido, e a Polícia Civil pede que qualquer informação que possa ajudar na localização dele seja repassada de forma anônima pelo telefone 181, pelo site disquedenuncia181.es.gov.br ou pelo Whatsapp: (27) 99253-8181.

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