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Os benefícios são um incentivo para permanecer em um emprego para 70% dos brasileiros. Entretanto, apenas 49% dizem estar satisfeitos com os benefícios que recebem em seus empregos atuais. (Dados: MIT Sloan Management Review Brasil)
Por que isso importa: Empresas que negligenciam essa agenda enfrentam maior rotatividade e custos de reposição de talentos. Já aquelas que estruturam políticas claras de benefícios transformam esse investimento em vantagem competitiva.
O psicólogo e mestre em educação Caio Henrique Damasceno Falcão explica que os benefícios ajudam o colaborador a estabelecer uma relação de confiança com a empresa.
“O colaborador percebe que a empresa impacta a melhoria de qualidade de vida. Mostra que a empresa não está interessada apenas na força de trabalho, a qualquer custo”, explica Caio, que também é professor de Psicologia do Unesc.
A analista de Trade Marketing, Luana Fialho, por exemplo, diz que os benefícios oferecem mais estabilidade e equilíbrio fora do ambiente profissional. Ela atua há oito anos em uma empresa do ramo alimentício.
Quando percebemos que a empresa oferece benefícios que realmente fazem diferença, isso aumenta muito a sensação de valorização.Essa segurança fora do trabalho faz com que eu consiga me dedicar mais, impactando minha motivação e engajamento.
Luana Fialho, analista de Trade Marketing
Em números: Um estudo da Universidade de Brasília apontou que 50% dos empregos duram menos de 24 meses no país. 25% permanecem o período inferior de oito meses e 25% resistem mais que cinco anos.
“Outros fatores também são importantes, como ambiente de trabalho, oportunidades de crescimento e identificação com a cultura da empresa, mas os benefícios têm um papel relevante na decisão de permanecer no meu emprego”, explica Luana.
A oferta de benefícios impacta tanto os profissionais quanto as empresas, segundo o economista Rodrigo Marosky. Um exemplo disso é o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).
Em números: 327.736 empresas estão cadastradas no PAT. Dos 48,47 milhõesde brasileiros com vínculos ativos, 22,1 milhões são beneficiados, segundo o Governo Federal.
“Quando a empresa dá esse benefício para o trabalhador, a cada R$ 1,00 que ela gasta, R$ 2,00 são descontados do imposto de renda. Ou seja, o Governo está pagando uma parte do benefício ao trabalhador”, explica Rodrigo Marosky.
A operadora capixaba Comprocard, por exemplo, atende mais de 400 mil colaboradores. A empresa detém cerca de 55% do mercado privado no Estado, oferecendo desde cartão alimentação e refeição, até Benefício Premiação.
“A Comprocard, por manter foco estratégico no Espírito Santo e estar próximo do RH das empresas, dos lojistas e dos colaboradores oferece respostas mais rápidas e personalizadas”, aponta Lucas Richa, diretor financeiro da Comprocard.
Mudanças recentes para vale-refeição e vale-alimentação
O PAT é o programa mais antigo do Ministério do Trabalho e Emprego (1976) e fazem parte dele o vale-alimentação e o vale-refeição. A Associação Brasileira de Supermercados estima que esses benefícios movimentem R$ 200 bilhões por ano no país.
Desde o dia 10 de fevereiro, entraram em vigor as novas regras do PAT. Algumas mudanças são:
O programador André Fernandes encara o pacote de benefícios como um critério de desempate. “Quando eu analiso duas oportunidades com o mesmo salário e posição, por exemplo, os benefícios oferecidos pesam bastante na escolha.”
Além disso, André destaca que a forma como o serviço é oferecido também faz diferença. “O trabalhador quer sempre uma boa opção, mas isso nem sempre significa o maior valor. Escolher um serviço que funciona em mais locais e tem um atendimento melhor também é essencial.
Por isso, buscamos investir fortemente em tecnologia, porque benefício só é bom quando funciona. Isso significa saldo disponível na data correta, transações rápidas e aprovação sem fricções no ponto de venda.
Lucas Richa, diretor financeiro da Comprocard
Em um cenário de alta mobilidade profissional e vínculos cada vez mais curtos a retenção de talentos é uma pauta essencial.
Na prática, benefícios bem estruturados funcionam como instrumento de reconhecimento e estabilidade. Entretanto, embora 70% dos brasileiros considerem os benefícios um incentivo para permanecer, menos da metade está satisfeita com o que recebe.
Por ser um quesito essencial na hora das escolhas profissionais, é importante alinhar o que o trabalhador busca e o que as empresas oferecem.
Fonte: Folha Vitória