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Polícia

Defesa de suspeita de matar cachorro a machadadas alega insanidade mental

Advogado afirma que investigada é paciente psiquiátrica há mais de oito anos e pede perícia para avaliar condição no momento do crime


Foto: Divulgação/PCES e Reprodução/Instagram/@clerioeduardo

A defesa de Eunice de Souza Ferreira, de 53 anos, suspeita de matar um cachorro a machadadas em Afonso Cláudio, no Sul do Espírito Santo, afirmou que irá solicitar à Justiça a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar a condição psicológica da investigada no momento do crime.

O posicionamento foi divulgado pelo advogado Clério Eduardo, responsável pelo caso, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais.

Segundo o defensor, a mulher é paciente psiquiátrica há mais de oito anos, faz uso contínuo de medicação controlada e possui histórico de surtos psicóticos quando interrompe o tratamento.

De acordo com a defesa, a suspeita estaria sem a medicação dias antes do ocorrido, o que teria contribuído para o episódio.

A solicitação prevê a realização de perícia especializada para verificar a condição clínica da investigada no período em que o fato aconteceu.

É importante esclarecer que a defesa irá requerer a instauração de incidente de sanidade mental, a fim de que seja realizada a perícia psiquiátrica para avaliar a condição clínica da investigada no momento dos fatos.

Suspeita não teria fugido após o crime

Ainda conforme a versão apresentada pela defesa, a investigada não tentou fugir após o caso. O advogado afirma que ela estava na residência de familiares em Venda Nova do Imigrante devido a ameaças recebidas após a repercussão do episódio, alegando risco à sua integridade física.

Segundo o relato, a própria família teria informado a localização da mulher às autoridades, o que resultou no cumprimento da prisão preventiva.

Eunice foi presa na última terça-feira (24), em Afonso Cláudio, após ser filmada desferindo golpes de machado contra um cachorro, em uma propriedade rural, episódio que gerou forte comoção nas redes sociais.

O vídeo, gravado pelo enteado da suspeita e amplamente compartilhado, não foi divulgado pelo Folha Vitória por conter cenas extremamente fortes.

A prisão preventiva já havia sido determinada pela Justiça antes da localização da investigada, que não estava em casa quando as autoridades inicialmente foram ao endereço.

Ao ser encontrada e detida, ela alegou que matou o animal porque vizinhos reclamavam que o cão teria comido pintinhos nas propriedades próximas.

Durante as diligências, a polícia também encontrou a ossada de outro cachorro na mesma propriedade, e investiga se a mulher teria ligação com a morte desse animal.

Autuada por maus-tratos, ela foi encaminhada ao sistema prisional enquanto as apurações seguem em andamento.

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record

Folha Vitória

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