Foto: Reprodução/TV Vitória
Uma operação policial nesta quinta-feira (26) mobilizou policiais do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro com o objetivo de prender criminosos considerados “invisíveis” ligados à facção Terceiro Comando Puro (TCP).
Esses criminosos seriam responsáveis pela lavagem de dinheiro, transporte de armas – como fuzis e distribuição interestadual de drogas. Mas não possuíam antecedentes criminais nem registros policiais. A ação terminou com prisões, apreensões e cumprimento de mandados.
Batizada de Operação Fim da Rota, a ação reuniu equipes das polícias civis dos três estados, incluindo viaturas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Ao todo, cerca de 60 policiais civis do Espírito Santo atuaram em conjunto com pelo menos 12 agentes do Rio de Janeiro.
No Espírito Santo, foram cumpridos 26 mandados de busca e prisão nos municípios de Vitória, Serra, Cariacica, Vila Velha, Montanha e Guarapari.
De acordo com o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os suspeitos não possuíam antecedentes criminais nem registros policiais, mantendo uma rotina aparentemente comum enquanto atuavam nos bastidores do esquema criminoso.
Lavagem de dinheiro em “empresas de fachada”
As investigações apontaram que esses integrantes eram responsáveis por lavar o dinheiro do tráfico por meio de empresas de fachada e contas em nome de terceiros, os chamados “laranjas”.
O grupo criava negócios formais para dar aparência de legalidade aos valores obtidos com atividades ilícitas, devolvendo posteriormente o dinheiro ao tráfico já “limpo”.
Entre os detidos até o fim da manhã estavam profissionais de diferentes áreas, como um videomaker, uma publicitária, uma cozinheira e um mecânico.
Além da lavagem financeira, os investigados também atuavam na logística do crime, organizando o deslocamento interestadual de armas, incluindo fuzis, e entorpecentes destinados ao TCP.
O líder do grupo, conforme as apurações, coordena as ações a partir do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, enquanto integrantes oriundos do estado carioca operavam diretamente em território capixaba.
Durante as diligências, policiais apreenderam drogas, dinheiro e materiais ligados ao esquema. Em uma das ações, uma mala de viagem foi encontrada repleta de entorpecentes, incluindo haxixe e mais de 400 gramas da substância conhecida como “PAK”, um tipo de haxixe importado, considerado de alto valor comercial e destinado a consumidores de maior poder aquisitivo.
As equipes também identificaram movimentações financeiras suspeitas envolvendo criptoativos, além de bens registrados em nome de terceiros para ocultar a origem ilícita dos recursos. O rastreamento permitiu mapear facilitadores financeiros e proprietários formais utilizados para mascarar os lucros do tráfico.
*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/ Record
Fonte: Folha Vitória