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Polícia

“Ficha criminal extensa”: veja quem é o assassino confesso de Dante Michelini 

Suspeito está preso e deu detalhes da morte de Dantinho, em um sítio de Guarapari. Ele acumula antecedentes criminais


Willian Santos Manzoli confessou a morte de Dante Michelini. Foto: Reprodução/TV Vitória

Willian Santos Manzoli, de 29 anos, assassino confesso de Dante de Brito Michelini, conhecido como Dantinho, de 75 anos, possui uma extensa ficha criminal com registros na Bahia e no Espírito Santo. Ele foi preso na última terça-feira (10) e confessou o crime durante depoimento à Polícia Civil.

Segundo os investigadores, o suspeito teria demonstrado frieza ao narrar o crime e não apresentou sinais de arrependimento. Dantinho foi decapitado e teve o corpo queimado.

O homicídio no Estado, no entanto, não seria o primeiro delito atribuído a Willian, que é natural da cidade de Eunápolis, no sul da Bahia.

Levantamento realizado pela reportagem da TV Vitória/Record aponta que o suspeito possui antecedentes criminais, que incluem posse ilegal de arma de fogo, crimes ambientais, delitos contra a honra e episódios de agressão.

Os registros policiais indicam que ele respondeu por posse ilegal de arma de fogo no ano de 2018. Além disso, há envolvimento em crimes ambientais, ofensas contra a honra e casos de coação praticados por meio de mensagens eletrônicas.

Agressão contra adolescentes

Também é mencionada uma ocorrência em que o suspeito teria agredido adolescentes utilizando uma pedra e, na mesma situação, atacado uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que prestava atendimento às vítimas.

As investigações apontam ainda que, durante uma tentativa de fuga de uma abordagem policial, também em 2018, foram apreendidas com ele uma espingarda calibre.32 e munições. O relatório cita inclusive envolvimento na captura ilegal de aves silvestres, caracterizando crime ambiental.

Morte de Dantinho teria sido motivado por vingança

A motivação do assassinato de Dantinho Michelini, segundo a Polícia Civil, foi vingança. Um dia antes do assassinato, Willian teria sido expulso da propriedade por Dantinho após se esconder no local. Ele relatou que foi agredido com um pedaço de madeira.

Depois do episódio, passou a ser alvo de deboche em pontos de tráfico da região, onde frequentava por ser usuário de drogas. Segundo o delegado, ele teria ficado revoltado com as provocações e decidiu retornar ao sítio para se vingar.

Para a polícia, não há dúvidas quanto à autoria. O suspeito forneceu detalhes da dinâmica do crime que foram confirmados pela perícia.

O caso segue sob investigação, mas, para os delegados, a materialidade e a confissão consolidam a responsabilização de Willian pelo homicídio qualificado, marcado por extrema violência.

O que diz a defesa do suspeito?

A Polícia Civil afirma que o assassinato de Dante Michelini não tem ligação com o caso Araceli. Entretanto, a defesa do suspeito, realizada pela advogada Yara Karlla Rodrigues Januth, afirma que seu cliente matou Dantinho após saber do suposto envolvimento na morte de Araceli.

Houve sim uma agressão da vítima contra o nosso cliente, mas isso não foi a motivação real para o cometimento do crime. Até porque ele ficou sabendo do caso da criança Araceli e isso motivou o instinto um tanto quanto prejudicial de vingança e que por isso cometeu o crime”.

Yara Karlla Rodrigues Januth, advogada

Entretanto, em relação aos outros processos, a defesa afirmou que não vai se manifestar: “Até porque tratamos dos crimes com muita individualidade a cada questão. Conforme o crime que estamos trabalhando agora na defesa dele, a nossa defesa é essa”.

Defesa quer avaliação psiquiátrica

A defesa finalizou dizendo que Willian faz uso de medicamentos controlados e deve passar por avaliação psiquiátrica.

Ele toma remédio controlado. Willian mesmo fala isso, que toma diversos remédios contra ao transtorno que ele possui. Ainda não tivemos acesso ao laudo, conversamos com a família do Willian, solicitamos esses laudos, as receitas para termos noção de quais medicamentos ele tem tomado”.

Yara Karlla Rodrigues Januth, advogada

*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/ Record

Folha Vitória

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