Uma mulher de 25 anos foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos contra os dois filhos, uma criança de 7 anos e outra de 4, em Vila Velha. O caso foi descoberto após denúncia feita por familiares e atendido por agentes da Guarda Municipal, com apoio do Conselho Tutelar.
Segundo testemunhas e vizinhos, as crianças estariam vivendo em condições inadequadas, com relatos de falta de alimentação regular, ausência de higiene e permanência prolongada sozinhas, inclusive durante a madrugada.
A família morava há cerca de oito meses em uma casa alugada. Para preservar as vítimas, o bairro não está sendo divulgado.
As crianças estavam sozinhas, chorando, gritando e com medo do escuro até amanhecer.
Após a denúncia ao Ciodes, dois agentes da Guarda Municipal foram até o imóvel. A entrada na residência foi autorizada pela mãe. Diante da situação encontrada, os agentes acionaram o Conselho Tutelar, que compareceu ao local e resgatou as duas crianças.
Em um primeiro momento, os irmãos ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar.
Vizinhos relataram que a situação já havia se repetido outras vezes. Houve relato de que, por um período breve, o pai das crianças teria morado no imóvel, mas ele não foi localizado.
A casa estava podre, fedorenta. Ela contou para todo mundo ouvir que há quatro dias não tomava banho.
A mãe negou as acusações. Após ser conduzida à delegacia e interrogada, foi autuada em flagrante e encaminhada ao sistema prisional.
Em menos de uma semana, este foi o terceiro caso suspeito de maus-tratos ou violência contra crianças registrado em Vila Velha, segundo dados das forças de segurança.
Em outra ocorrência recente, três irmãos, de 4, 7 e 9 anos, foram encontrados vivendo em um ambiente considerado degradante, com sujeira, lixo, alimentos vencidos e insetos, após denúncia anônima. A mãe foi autuada por maus-tratos e também negou o crime.
Em um terceiro caso, uma bebê de 7 meses foi localizada com hematomas e marcas de mordidas. A mãe e o padrasto foram presos por crimes relacionados à violência contra a criança. A bebê foi entregue ao pai biológico.
Nos casos citados, as crianças ficaram sob acompanhamento do Conselho Tutelar, conforme determina a legislação de proteção à infância.
*Com informações do repórter Paulo Rogério, da TV Vitória/Record
Folha Vitória