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Uma roupa parece mais comprida, a postura mudou ou a medida da altura diminuiu. Eu recomendo levar essas mudanças à consulta, especialmente depois dos 50 anos. Elas podem ter diferentes explicações, mas também podem acompanhar fraturas nas vértebras, os ossos que formam a coluna.
O Dia Mundial da Osteoporose, lembrado em 20 de outubro, traz uma oportunidade para falar de um cuidado que costuma ser adiado: avaliar a saúde dos ossos antes que uma fratura comprometa a independência.
A osteoporose enfraquece os ossos e pode evoluir sem sintomas. Por isso, sentir-se bem não garante que a resistência óssea esteja preservada. Mulheres após a menopausa merecem atenção, mas homens também podem desenvolver a doença.
Quais mudanças podem indicar uma fratura na coluna?
Quando uma vértebra enfraquecida sofre uma fratura por compressão, ela pode perder altura. Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas ficam mais baixas ou com as costas mais curvadas. Nem toda mudança de postura significa osteoporose, e essa distinção precisa de avaliação.
Também quero chamar atenção para a dor que surge após um esforço aparentemente pequeno. Em quem tem fragilidade óssea, nem sempre é necessária uma grande queda para ocorrer uma fratura. Uma dor nova, localizada e persistente merece investigação, sobretudo quando há osteoporose conhecida.
Na avaliação, considero o histórico de fraturas, os medicamentos utilizados, as doenças associadas e o exame físico. Uso prolongado de corticoides e antecedentes familiares são informações importantes. Não recomendo suspender qualquer tratamento por conta própria.
Como é feita a avaliação da saúde dos ossos?
A densitometria ajuda a avaliar a densidade dos ossos. Quando suspeito de fratura na coluna, outros exames podem ser necessários. Cada exame responde a uma pergunta; a escolha depende da situação clínica.
Meu foco inclui o que acontece depois do diagnóstico. Cuidar de uma fratura por fragilidade deve envolver a avaliação da saúde óssea e do risco de novas fraturas. Aliviar a dor é parte desse cuidado.
Na prevenção, valorizo alimentação adequada, exercícios de força e equilíbrio adaptados à capacidade de cada pessoa e medidas para reduzir quedas. Iluminação, tapetes soltos e obstáculos dentro de casa merecem atenção. Suplementos e medicamentos precisam de indicação individualizada.
Minha orientação para esta semana é prática: observe mudanças na altura e na postura e conte ao médico sobre fraturas anteriores, mesmo antigas. Cuidar dos ossos ajuda a preservar a liberdade de caminhar, sair de casa e continuar participando da própria vida.
Fonte: Folha Vitória