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O Outubro Rosa mobiliza a atenção da sociedade para a conscientização, prevenção e identificação precoce do câncer de mama em todo o país. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 78.610 novos casos anuais da doença no Brasil para o triênio 2026–2028, representando um aumento de 5 mil diagnósticos por ano em relação à estimativa do período anterior. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, este é o tipo de câncer mais incidente e a principal causa de mortalidade por neoplasia entre as mulheres brasileiras.
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Outubro Rosa alerta para fatores de risco modificáveis que reduzem a incidência da doença em até 28%
Dados do Atlas de Mortalidade por Câncer do INCA apontam que cerca de 80% dos diagnósticos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos. Especialistas ressaltam que, embora existam fatores genéticos, reprodutivos e de idade que não podem ser modificados, a adoção de hábitos saudáveis reduz significativamente os riscos. A prática regular de atividades físicas, a manutenção do peso corporal adequado, a amamentação e a eliminação do consumo de bebidas alcoólicas e do tabagismo podem evitar até 28% dos novos casos no país.
A ginecologista e obstetra Elis Nogueira explica que cuidar do estilo de vida não elimina totalmente a possibilidade do tumor, mas é uma medida preventiva essencial. Além da prevenção primária, a observação do próprio corpo é fundamental para identificar sinais de alerta, como nódulos endurecidos, retrações na pele, alterações no formato do mamilo ou secreção espontânea com sangue.
Diagnóstico precoce amplia chances de cura e tratamentos preservativos da mama no SUS e na rede privada
O rastreamento mamográfico periódico desempenha papel determinante na descoberta da doença em estágios iniciais, permitindo tratamentos menos agressivos e elevando as taxas de cura. A Sociedade Brasileira de Mastologia e a FEBRASGO recomendam a realização da mamografia anual para mulheres de risco habitual entre 40 e 74 anos. Já o Ministério da Saúde estabelece a faixa etária prioritária de 50 a 74 anos no SUS, a cada dois anos, permitindo o exame entre 40 e 49 anos após avaliação médica compartilhada.
Para pacientes com histórico familiar importante de câncer de mama ou mutações genéticas comprovadas, os protocolos de rastreamento são individualizados. Médicos reforçam que o cuidado com a saúde das mamas deve ser mantido ao longo de todo o ano, garantindo consultas de rotina e acompanhamento médico adequado.
Outubro Rosa estimula hábitos de vida saudáveis e acompanhamento médico contínuo em todas as idades
A campanha do Outubro Rosa vai além da conscientização pontual, funcionando como um pilar de educação em saúde para a população feminina. A promoção da mamografia preventiva, associada ao combate ao sedentarismo e à obesidade, fortalece a autonomia das mulheres no cuidado com o próprio corpo e na busca por atendimento na rede pública ou privada.
O engajamento contínuo de profissionais de saúde, entidades médicas e campanhas de conscientização é indispensável para diagnosticar alterações precocemente, reduzir os índices de mortalidade e garantir tratamentos humanizados e eficazes em todo o Espírito Santo e no Brasil.
A mobilização do Outubro Rosa cumpre um papel transformador na saúde pública do Brasil ao colocar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama no centro do debate social. Estimular mulheres a realizarem exames preventivos e a adotarem hábitos de vida mais saudáveis é um investimento direto na vida e no bem-estar das famílias capixabas. Garantir acesso rápido à mamografia e aos tratamentos na rede pública é um compromisso ético indispensável para reduzir a mortalidade e assegurar que o cuidado com a saúde feminina seja permanente em nosso estado.
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Editora-Chefe: Vanuza Oliveira | Fonte: Telma Cascello / INCA / FEBRASGO | | Redação: Informe Capixaba
Fonte: Informe Capixaba