Os afastamentos por problemas emocionais nunca foram tão altos no Brasil. Mas muitos fatores de risco podem ser reduzidos com mudanças simples na rotina.
Vivemos em uma rotina marcada por cobranças, excesso de estímulos, conectividade permanente e a sensação de que sempre existe alguma coisa a fazer. Para muitas pessoas, descansar passou a ser acompanhado de culpa, enquanto estar ocupado se tornou sinônimo de produtividade.
Os números ajudam a dimensionar esse cenário. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que 546.254 brasileiros tiveram afastamentos por incapacidade temporária relacionados a transtornos mentais e comportamentais, em 2025, um crescimento de 15,66%, em relação a 2024.
No Espírito Santo, as notificações de transtornos mentais relacionados ao trabalho também cresceram. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), foram 129 notificações, em 2024, e 170, em 2025, com uma alta de 31,7%. Até 30 de abril de 2026, já eram 54 registros.
Os dados não significam que todos os afastamentos tenham uma única causa ou que o trabalho, isoladamente, seja responsável pelos problemas de saúde mental.
Relações pessoais, condições de vida, alimentação, sono, deslocamentos, pressão, excesso de demandas e outros fatores também podem participar desse processo. A questão é perceber os sinais antes que eles ocupem espaço demais na rotina.
Para desenvolver esseguiado bem-estar, ouvimos Roberta Petrocchi,
médica e professora do curso de Medicina da FAESA, e Lorena Schettino Lucas,
psicóloga e professora do curso de Psicologia da FAESA.
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Folha Vitória