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Quanto custa viver com dignidade? Pesquisa estima valor no ES

Estudo calcula o valor necessário para cobrir despesas básicas de uma família e compara o custo de vida em diferentes regiões do Espírito Santo

Por Redação em 12/09/2026 às 13:00:18
Foto: Freepik

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Quanto é preciso ganhar por mês para uma família conseguir pagar o básico e ter uma vida considerada digna no Espírito Santo? A resposta varia conforme a região: o salário digno, valor estimado para cobrir as necessidades essenciais de um trabalhador e sua família, fica entre R$ 2.588 e R$ 2.900 mensais no Estado. Vitória aparece com a maior estimativa.

Os dados fazem parte da iniciativa Salário Digno Brasil, desenvolvida pelo Anker Research Institute (ARI) e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap). Os dados foram obtidos pela Metodologia Anker®, com pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e outras bases nacionais.

O levantamento mostra que o valor do salário digno varia entre as diferentes regiões do Espírito Santo. Considerando uma pessoa e uma família de quatro integrantes, os valores estimados foram:

Vitória: R$ 2.900 de salário digno mensal; R$ 4.624 para uma família de quatro pessoas.

Região Central Espírito-Santense: R$ 2.870 mensais; R$ 4.475 para uma família de quatro pessoas.

Macrorregião ES01: R$ 2.588 mensais; R$ 4.042 para uma família de quatro pessoas.

A metodologia soma custos de alimentação, habitação, transporte, saúde, educação, comunicação, vestuário, cultura e outras necessidades básicas.

O cálculo também prevê uma reserva de 5% para emergências e considera o número médio de trabalhadores em tempo integral por família: 1,70 nas regiões ES01 e ES02 e 1,74 em Vitória.

A ES01 concentra 82,7% da população capixaba. A região Central, identificada como ES02, responde por 8,9%, e Vitória, classificada como ES03, reúne 8,4%.

O Espírito Santo apresenta diferenças territoriais, mas a distância entre as estimativas é menor do que se poderia supor ao comparar a capital com o restante do estado

Ian Prates, diretor da Iniciativa ARI-Cebrap.

Segundo ele, parte das diferenças percebidas por grupos de renda mais alta perde peso quando a análise se concentra no custo de necessidades básicas.

O relatório separa Vitória da região metropolitana porque o custo de vida da capital é diferente do observado nos demais municípios metropolitanos, mais próximos das áreas reunidas na ES01.

“Uma estimativa territorializada não estabelece automaticamente quanto deve ser pago, nem substitui acordos ou políticas existentes”, disse Prates.

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos

Fonte: Folha Vitoria

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