O risco de eventos climáticos mais intensos levou a EDP a antecipar no Espírito Santo a execução do Plano Verão 2026/2027. A estratégia foi preparada diante da previsão de um verão sob influência do fenômeno El Niño e da possibilidade de aumento na frequência e intensidade de ocorrências extremas.
A distribuidora atende mais de 1,8 milhão de clientes no Estado e prevê reforço operacional, monitoramento meteorológico, investimentos em tecnologia e ações preventivas para reduzir os impactos sobre o fornecimento de energia e acelerar o atendimento em caso de ocorrências.
O plano foi apresentado nesta quinta-feira (3), no Centro de Operação Integrado (COI) da EDP, em Carapina, na Serra. O encontro reuniu representantes da concessionária, da Defesa Civil Estadual e do Climatempo, que apresentaram as perspectivas para os próximos meses e as medidas previstas para o período.
“A companhia vem investindo em tecnologia, modernização da rede, capacitação das equipes e ações preventivas para tornar o sistema mais seguro e confiável”, afirma a EDP, destacando que o cenário climático exige planejamento, preparação e capacidade de adaptação.
Rede elétrica terá mais automação
Entre as principais frentes do plano está o uso de tecnologia para identificar falhas e reduzir o tempo de interrupção do fornecimento. Segundo a EDP, cerca de 80% dos clientes no Espírito Santo já são atendidos pela tecnologia self-healing.
O sistema identifica automaticamente uma falha, isola o trecho afetado e pode restabelecer o fornecimento em poucos segundos para consumidores que estejam em circuitos alternativos. A distribuidora também amplia a instalação de religadores, equipamentos que ajudam a reduzir o tempo de interrupção e acelerar a recomposição da rede.
Outra estrutura utilizada na operação é o novo Centro de Operação Integrado, inaugurado em 2026 na Serra. O espaço permite acompanhar a rede em tempo real e ampliar a integração entre as equipes de campo e o centro de controle.
A EDP também está na fase final de implantação do Advanced Distribution Management System (ADMS), plataforma que reúne monitoramento, controle e operação da rede em um único ambiente. A ferramenta deve apoiar a identificação de ocorrências e a tomada de decisões durante situações de emergência.
Entre 2025 e 2030, a empresa prevê investir R$ 5 bilhões no Espírito Santo em projetos de expansão, modernização e digitalização da rede. Atualmente, são 117 subestações em 70 municípios da área de concessão.
A distribuidora também mantém uma rede própria de telecomunicações que cobre toda a área de concessão. A estrutura permite a comunicação entre os centros de operação e equipamentos instalados em campo, como subestações e religadores.
Mais de 240 mil podas foram realizadas
A preparação para o período de chuvas também inclui ações para reduzir os impactos da vegetação sobre a rede elétrica. Durante os temporais, a queda de árvores e galhos está entre as principais causas de interrupções.
De janeiro a agosto de 2026, foram realizadas mais de 240 mil podas nos municípios atendidos pela EDP. Os serviços são feitos por equipes especializadas, seguindo critérios técnicos e ambientais, com apoio das prefeituras.
A empresa também acompanha diariamente as condições meteorológicas para antecipar a distribuição de equipes, veículos e equipamentos nas regiões com maior possibilidade de serem afetadas.
Para os períodos de maior risco, a EDP ampliou o número de equipes preparadas para atuar em campo. Em situações mais severas, a estrutura operacional pode chegar a sete vezes o tamanho habitual, com a mobilização de profissionais e recursos adicionais.
Bases avançadas e pontos de saída de equipes também são mantidos em locais estratégicos para reduzir o tempo de deslocamento até as áreas atingidas.
Atendimento terá ordem de prioridade
Em ocorrências de maior gravidade, o atendimento segue uma ordem de prioridade. Estão incluídos hospitais, unidades de saúde, serviços de segurança pública, escolas, creches, instituições de longa permanência para idosos e situações que apresentem risco à vida.
Também são priorizados clientes cadastrados como dependentes de equipamentos elétricos essenciais à sobrevivência.
A operação durante situações de contingência prevê ainda integração com a Defesa Civil Estadual e municipais, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil e prefeituras. A comunicação entre os órgãos busca agilizar a troca de informações e a coordenação das ações durante as ocorrências.
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Fonte: Rede sim Noticias - ES